A ideia do blog é reunir e divulgar minhas matérias, publicadas em diversos veículos, incluindo antigos blogs. Um portifólio com espaço para comentários, crítica e apreciação.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Revista Viva Saúde - A febre dos suplementos
As famosas cápsulas coloridas não são tão inofensivas quanto parecem. Embora carreguem os mesmos nutrientes contidos nos alimentos, em excesso, podem se tornar tóxicas
por Rita Trevisan Colaboração Giovana Pessoa e Louise Vernier fotos Fabio Mangabeira
Que atire o primeiro pezinho de alface aquele que, diante da despensa vazia ou depois de um dia atribulado no trabalho, nunca se rendeu a uma lasanha congelada, do tipo que fica pronta em cinco minutos. Os pratos rápidos e industrializados são realmente uma opção tentadora para quem vive nas grandes metrópoles e está preso a um estilo de vida em que os intervalos para comer bem e praticar outros hábitos saudáveis vão ficando cada vez mais escassos. O problema é que, comendo a tal lasanha dia sim, outro também, terminamos o mês não apenas com alguns quilinhos extras, mas com um déficit importante de nutrientes, entre eles, vitaminas e minerais que são essenciais para o bom funcionamento do organismo.
Vitamina A
O que ela faz: desempenha papel essencial na visão, no crescimento e desenvolvimento dos ossos e no fortalecimento da imunidade. Também apresenta uma boa ação antioxidante.
A falta: pode acarretar dificuldade de visão noturna, graves lesões oculares e, em casos agudos, cegueira permanente. Um consumo muito baixo dessa vitamina pode aumentar também a possibilidade de contrair doenças, principalmente infecções.
O excesso: "Podem surgir sintomas como pele seca, fissuras nos lábios, dores nos ossos, tonturas, queda de cabelos, cãibras, lesões de fígado, além de cansaço", alerta a nutricionista Glauce Carvalho.
Onde encontrar: gema de ovo, cenoura, abóbora e manga
Quando faltam vitaminas
"Em tese, é perfeitamente possível obter todos os nutrientes de que precisamos da alimentação, desde que sejamos disciplinados o suficiente para seguir uma dieta rigorosamente balanceada. Além disso, teremos que contar com a capacidade do corpo de absorver bem todos os nutrientes ingeridos, para zerar todas as nossas necessidades. Só que, na prática clínica, essa não é a realidade da maioria", atesta o médico ortomolecular e cardiologista Edmar Santos. "Para garantir uma boa ingestão de vitaminas e minerais, é fundamental consumir muitas frutas, folhas e legumes, além de carboidratos integrais. Porém, atualmente, o consumo desses alimentos vem caindo muito", complementa a nutricionista Ana Maria Martins, diretora da Nutricius Nutrição Esportiva e Qualidade de Vida (SP).
Vitamina C
O que ela faz: é responsável pela síntese de colágeno, além de participar da produção dos hormônios adrenais, da carnitina e de alguns neurotransmissores. Também ficou bastante conhecida por seu poder de neutralizar os temidos radicais livres.
A falta: a deficiência prolongada pode causar o escorbuto, cujos sintomas são sangramento das gengivas e a inflamação das articulações.
O excesso: a elevada ingestão de vitamina C pode prejudicar a formação de colágeno.
Onde encontrar: frutas cítricas, como laranja, acerola, limão, maracujá e morango
A consequência de tanta negligência não tarda a aparecer: um cansaço sem razão de ser, queda acentuada de cabelos, unhas fracas, entre tantos outros sinais da carência. "Os problemas que decorrem da falta de vitaminas e minerais podem provocar desde sintomas leves a comprometimentos mais graves. É comum aparecerem, por exemplo, complicações dermatológicas, neurológicas, problemas relacionados à imunidade, perdas ósseas importantes e anemias. Mas o quadro pode variar muito, dependendo do tipo de nutriente que está em baixa no organismo", explica o endocrinologista Alfredo Halpern, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
Cromo
O que ela faz: potencializa a função da insulina. "E, como a insulina é um dos principais hormônios anabólicos, esse mineral tem sido bastante usado por atletas que desejam aumentar a massa muscular", diz Fernanda Granja. O composto também é reconhecido por ajudar a reduzir as taxas de LDL.
A falta: a principal consequência da carência desse mineral é a diminuição da tolerância à glicose, predispondo a quadros de diabetes tipo 2.
O excesso: cansaço, perda de apetite, náuseas, dores de cabeça, alergias, alterações urinárias e até hemorragias.
Onde encontrar: levedo de cerveja, ovos, frango, banana e gérmen de trigo
E é nesse momento que entram em cena os tão populares suplementos alimentares. "Eles estão muito bem indicados quando a alimentação do paciente não é capaz de suprir as necessidades individuais ou se a deficiência vitamínica já foi diagnosticada clínica ou laboratorialmente", garante a nutricionista Glauce Lamoglie de Carvalho, do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas de São Paulo. Em geral, crianças, gestantes, lactantes e idosos apresentam maior suscetibilidade a apresentar deficiências de vitaminas e minerais. "Há momentos em que a alimentação não é o bastante e, assim, o uso de suplementos é benéfico e recomendado pela American Dietetic Association (ADA), para que as necessidades nutricionais do indivíduo possam ser atendidas e para prevenir complicações secundárias", diz Glauce. Assim, é comum que os médicos receitem vitamina B12 para os vegetarianos, que não consomem qualquer produto de origem animal, polivitamínicos e poliminerais para pessoas que seguem um plano alimentar muito restrito e prolongado para a perda de peso ou que apresentam redução da absorção ou aumento da excreção de algum micronutriente, como nos casos daqueles que se submeteram à cirurgia bariátrica ou possuem Doença de Crohn. Além disso, o ácido fólico para gestantes, a vitamina D para os que não consomem leite e derivados e não se expõem ao sol e o cálcio para quem não tolera a lactose também são amplamente prescritos.
Magnésio
O que ela faz: participa de várias reações enzimáticas, anabólicas e catabólicas (em que ocorre liberação de energia) do organismo, influenciando o metabolismo. Previne cefaleias, cãibras, dores musculares e estresse. Ajuda também na absorção do cálcio, permitindo a manutenção da saúde dos ossos e dentes.
A falta: na falta do mineral, podem aparecer sintomas como formigamento, tremor, espasmo muscular, náuseas e vômitos. Em casos mais graves, o risco é danificar tecidos cardiovasculares, renais e neuromusculares.
O excesso: atrapalha a absorção e o consequente aproveitamento do cálcio pelo organismo. Também pode baixar a pressão e ocasionar problemas respiratórios.
Onde encontrar: semente de abóbora, abacate, beterraba, farelo de aveia e arroz integral
Polivitamínicos: pode ou não pode?
Veja o que dizem alguns especialistas ouvidos pela VivaSaúde sobre o consumo regular de cápsulas que combinam diversas vitaminas essenciais ao bom funcionamento orgânico.
Sim
"Os polivitamínicos podem ser benéficos, desde que indicados para uma pessoa que realmente apresente deficiência, alguém que não tem uma alimentação variada e equilibrada. Só não vale o uso indiscriminado, como também não recomendamos que seja feito no caso das vitaminas e dos minerais de forma isolada."
Mariana Del Bosco, nutricionista da ABESO
Às vezes
"Acho que é possível prescrever polivitamínicos para casos específicos, depois de realizar exames e de colher o relato clínico, de acordo com os sintomas do paciente. Mas prefiro usar os manipulados aos suplementos que compramos prontos. Quando mandamos fazer um medicamento, conseguimos reunir só o que o paciente precisa e em doses mais apropriadas para o tipo de deficiência que ele apresenta. Ainda assim, o acompanhamento do médico ou nutricionista, durante todo o tratamento, é fundamental."
Ana Maria Martins, nutricionista da Nutricius
Não
"Alguns estudos estão sendo elaborados para verificar se a suplementação vitamínica é eficiente tanto para indivíduos que possuem alguma deficiência como para indivíduos normais. Entretanto, os resultados dessas pesquisas não estão sendo nada animadores: a suplementação de vitaminas e minerais parece não promover nenhuma melhora fisiológica no caso dos indivíduos que não apresentam enfermidade prévia. Um estudo recente realizado com 13 mil adultos franceses, por exemplo, não conseguiu provar que o consumo de vitaminas e minerais reduz a incidência de câncer e doença isquêmica cardiovascular em indivíduos saudáveis. Já o Instituto Nacional de Saúde Norte-americano também tentou avaliar a eficácia e segurança dos suplementos vitamínicos e de minerais como prevenção primária para o câncer e outras doenças crônicas. Porém os autores concluíram que os dados foram insuficientes para provar os benefícios da suplementação."
Glauce Lamoglie de Carvalho, nutricionista do InCor
Consuma na dose certa
Os suplementos só passam a oferecer um risco real quando são usados de forma indiscriminada, sem o acompanhamento de um médico ou nutricionista. Isso porque, ao consumir algo de que o corpo não precisa, corremos o risco de acumular esses nutrientes em nosso organismo. E nem todo o excesso é excretado pela urina. "O grande perigo são as vitaminas lipossolúveis, que acabam ficando armazenadas nos nossos órgãos, sobrecarregando-os. Estamos falando das vitaminas A, D, E e K", alerta a nutricionista Claudia M. Santos, da Associação Brasileira de Nutrição.
Para outra especialista, a nutricionista Mariana Del Bosco, ligada à Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), o consumo de minerais e de vitaminas hidrossolúveis, como é o caso da vitamina C, sem prescrição médica, também inspira cuidados. "Tudo o que ingerimos além das nossas necessidades nos traz problemas. Para se ter uma ideia, nossa necessidade de vitamina C é de aproximadamente 500 mg por dia. Se consumimos uma quantidade diária que fica muito acima disso, certamente acabaremos afetando o equilíbrio do organismo, atrapalhando na absorção de outros nutrientes, por exemplo. Isso porque os diversos nutrientes que consumimos interagem entre si", explica.
Betacaroteno
O que ela faz: é considerado um importante antioxidante, capaz de retardar o envelhecimento precoce, além de ser essencial na manutenção da visão, da pele e do sistema imune.
A falta: a deficiência pode acarretar em problemas de visão e de pele.
O excesso: quando consumido em altas quantidades, pode se acumular nos tecidos e ocasionar queda de cabelo, fragilidade das unhas e dores de cabeça. Atenção às gestantes, pois o excesso é capaz de provocar má-formação fetal.
Onde encontrar: vegetais amarelos e laranja, como cenoura, beterraba, mamão, manga e batata doce
Para entender esse raciocínio, basta imaginar o corpo como uma máquina programada para processar tudo o que recebe na forma de alimentação. O problema é que ele demanda energia e usa substâncias específicas para quebrar as moléculas que compõem cada alimento, de forma que possam ser aproveitadas pelo organismo, nas suas mais diversas funções. O caso é que os "operários" envolvidos nessa atividade, ao se atracarem com uma quantidade descomunal de vitamina C - ou de qualquer outra vitamina ou mineral -, obrigatoriamente terão de abrir mão de outros compromissos importantes que estavam programados dentro daquele horário de trabalho, só para dar conta da "emergência".
Cálcio
O que ela faz: é parte constituinte do osso e, portanto, sua ingestão é fundamental para manter ossos e dentes saudáveis. "O cálcio também regula a ação de vários hormônios, é responsável pela contração muscular e pela ação dos neurotransmissores. Como se não bastasse, participa do processo de coagulação sanguínea", lembra Fernanda Granja.
A falta: quando não há cálcio circulante, o organismo retira o que precisa dos ossos - que funcionam como verdadeiros reservatórios desse nutriente - provocando a osteoporose.
O excesso: o excesso de cálcio provoca dores nas articulações, formação de pedra nos rins e até insufi ciência renal.
Onde encontrar: leite, queijos, iogurte, sardinha em conserva e couve
Interação com outros remédios
"Eu frequentemente prescrevo vitaminas e minerais aos meus pacientes, até mesmo em doses mais altas, quando necessário. Porém costumo limitar o tempo de uso desses suplementos para não correr o risco de desequilibrar o funcionamento do organismo, que precisará 'gastar' determinados elementos para processar outros. No caso da suplementação com vitamina C, por exemplo, sabemos que, para incorporar o nutriente ao organismo, o corpo mobilizará substâncias chamadas de flavonoides. Então, se a vitamina C for usada por um tempo prolongado, e em quantidades altas, corre-se o risco de comprometer o 'estoque' de flavonoides e, nessas condições, a vitamina C cessará de ser absorvida. Nesse caso, mesmo que a pessoa continue suplementando, apresentará deficiência desse nutriente", explica o clínico geral Alexandre Feldman.
Atenção! suplementos alimentares também interagem com outros tipos de medicamentos e podem influenciar no tratamento de doenças crônicas. Consulte seu médico antes de tomá-los
Vitaminas do Complexo B
O que elas fazem: ajudam a manter a saúde dos nervos, da pele, dos olhos, dos cabelos, do fígado e da boca. Mantêm a tonicidade muscular do sistema gastrointestinal e atuam no metabolismo energético. “Estudos recentes vêm mostrando que essas vitaminas também podem trazer benefícios aos pacientes com quadros de depressão e ansiedade”, diz Fernanda Granja.
A falta: a defi ciência crônica pode acarretar problemas neurológicos (psicose), dermatites, anemia e elevados níveis de homocisteína no sangue (indicador de risco cardiovascular).
O excesso: podem ocorrer quadros de diarreia e intoxicações neurológicas, com sintomas como formigamentos nas mãos.
Onde encontrar: aveia, arroz integral, centeio, brócolis e rúcula
A nutricionista Camila Próspero, especialista em fisiologia do exercício, dá outros exemplos de possíveis interações que podem causar efeitos adversos no momento da absorção, afetando o metabolismo dos nutrientes. "Quando é feita a suplementação de cálcio e o medicamento é tomado próximo do horário das refeições, por desinformação do paciente, aumentam os riscos de anemia, já que o cálcio atrapalha a absorção do ferro. A suplementação inadequada com ferro também pode bloquear o transporte e a distribuição do zinco no organismo", afirma.
Ferro
O que ele faz: o mineral é essencial para a formação da hemoglobina no sangue, uma proteína cuja função é transportar oxigênio para o corpo todo.
a falta: pode provocar anemia ferropriva. Os sintomas são fraqueza, palidez, tontura, irritação, cansaço, falta de ar e falta de apetite devido ao comprometimento de transporte de oxigênio aos tecidos. A carência pode desequilibrar o sistema imunológico.
o excesso: aumenta a quantidade de radicais livres no organismo, acelerando o processo de envelhecimento e causando danos ao DNA. Também pode levar a alterações no tamanho do fígado, desenvolvimento de diabetes e complicações cardíacas fatais.
onde encontrar: fígado, carnes, feijão, lentilha e gema de ovo
Para piorar, os suplementos vitamínicos e de minerais também interagem com outros tipos de medicamentos e podem influenciar no tratamento de doenças crônicas. "Voltando ao exemplo da vitamina C: ela melhora a absorção de drogas ácidas, como a aspirina. Por outro lado, reduz a biodisponibilidade de algumas drogas básicas, como as anfetaminas. Além disso, a suplementação contínua com vitamina C pode interferir nos resultados de glicose sanguínea, dificultando o controle da glicemia pelos diabéticos", finaliza Camila.
por Rita Trevisan Colaboração Giovana Pessoa e Louise Vernier fotos Fabio Mangabeira
Que atire o primeiro pezinho de alface aquele que, diante da despensa vazia ou depois de um dia atribulado no trabalho, nunca se rendeu a uma lasanha congelada, do tipo que fica pronta em cinco minutos. Os pratos rápidos e industrializados são realmente uma opção tentadora para quem vive nas grandes metrópoles e está preso a um estilo de vida em que os intervalos para comer bem e praticar outros hábitos saudáveis vão ficando cada vez mais escassos. O problema é que, comendo a tal lasanha dia sim, outro também, terminamos o mês não apenas com alguns quilinhos extras, mas com um déficit importante de nutrientes, entre eles, vitaminas e minerais que são essenciais para o bom funcionamento do organismo.
Vitamina A
O que ela faz: desempenha papel essencial na visão, no crescimento e desenvolvimento dos ossos e no fortalecimento da imunidade. Também apresenta uma boa ação antioxidante.
A falta: pode acarretar dificuldade de visão noturna, graves lesões oculares e, em casos agudos, cegueira permanente. Um consumo muito baixo dessa vitamina pode aumentar também a possibilidade de contrair doenças, principalmente infecções.
O excesso: "Podem surgir sintomas como pele seca, fissuras nos lábios, dores nos ossos, tonturas, queda de cabelos, cãibras, lesões de fígado, além de cansaço", alerta a nutricionista Glauce Carvalho.
Onde encontrar: gema de ovo, cenoura, abóbora e manga
Quando faltam vitaminas
"Em tese, é perfeitamente possível obter todos os nutrientes de que precisamos da alimentação, desde que sejamos disciplinados o suficiente para seguir uma dieta rigorosamente balanceada. Além disso, teremos que contar com a capacidade do corpo de absorver bem todos os nutrientes ingeridos, para zerar todas as nossas necessidades. Só que, na prática clínica, essa não é a realidade da maioria", atesta o médico ortomolecular e cardiologista Edmar Santos. "Para garantir uma boa ingestão de vitaminas e minerais, é fundamental consumir muitas frutas, folhas e legumes, além de carboidratos integrais. Porém, atualmente, o consumo desses alimentos vem caindo muito", complementa a nutricionista Ana Maria Martins, diretora da Nutricius Nutrição Esportiva e Qualidade de Vida (SP).
Vitamina C
O que ela faz: é responsável pela síntese de colágeno, além de participar da produção dos hormônios adrenais, da carnitina e de alguns neurotransmissores. Também ficou bastante conhecida por seu poder de neutralizar os temidos radicais livres.
A falta: a deficiência prolongada pode causar o escorbuto, cujos sintomas são sangramento das gengivas e a inflamação das articulações.
O excesso: a elevada ingestão de vitamina C pode prejudicar a formação de colágeno.
Onde encontrar: frutas cítricas, como laranja, acerola, limão, maracujá e morango
A consequência de tanta negligência não tarda a aparecer: um cansaço sem razão de ser, queda acentuada de cabelos, unhas fracas, entre tantos outros sinais da carência. "Os problemas que decorrem da falta de vitaminas e minerais podem provocar desde sintomas leves a comprometimentos mais graves. É comum aparecerem, por exemplo, complicações dermatológicas, neurológicas, problemas relacionados à imunidade, perdas ósseas importantes e anemias. Mas o quadro pode variar muito, dependendo do tipo de nutriente que está em baixa no organismo", explica o endocrinologista Alfredo Halpern, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
Cromo
O que ela faz: potencializa a função da insulina. "E, como a insulina é um dos principais hormônios anabólicos, esse mineral tem sido bastante usado por atletas que desejam aumentar a massa muscular", diz Fernanda Granja. O composto também é reconhecido por ajudar a reduzir as taxas de LDL.
A falta: a principal consequência da carência desse mineral é a diminuição da tolerância à glicose, predispondo a quadros de diabetes tipo 2.
O excesso: cansaço, perda de apetite, náuseas, dores de cabeça, alergias, alterações urinárias e até hemorragias.
Onde encontrar: levedo de cerveja, ovos, frango, banana e gérmen de trigo
E é nesse momento que entram em cena os tão populares suplementos alimentares. "Eles estão muito bem indicados quando a alimentação do paciente não é capaz de suprir as necessidades individuais ou se a deficiência vitamínica já foi diagnosticada clínica ou laboratorialmente", garante a nutricionista Glauce Lamoglie de Carvalho, do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas de São Paulo. Em geral, crianças, gestantes, lactantes e idosos apresentam maior suscetibilidade a apresentar deficiências de vitaminas e minerais. "Há momentos em que a alimentação não é o bastante e, assim, o uso de suplementos é benéfico e recomendado pela American Dietetic Association (ADA), para que as necessidades nutricionais do indivíduo possam ser atendidas e para prevenir complicações secundárias", diz Glauce. Assim, é comum que os médicos receitem vitamina B12 para os vegetarianos, que não consomem qualquer produto de origem animal, polivitamínicos e poliminerais para pessoas que seguem um plano alimentar muito restrito e prolongado para a perda de peso ou que apresentam redução da absorção ou aumento da excreção de algum micronutriente, como nos casos daqueles que se submeteram à cirurgia bariátrica ou possuem Doença de Crohn. Além disso, o ácido fólico para gestantes, a vitamina D para os que não consomem leite e derivados e não se expõem ao sol e o cálcio para quem não tolera a lactose também são amplamente prescritos.
Magnésio
O que ela faz: participa de várias reações enzimáticas, anabólicas e catabólicas (em que ocorre liberação de energia) do organismo, influenciando o metabolismo. Previne cefaleias, cãibras, dores musculares e estresse. Ajuda também na absorção do cálcio, permitindo a manutenção da saúde dos ossos e dentes.
A falta: na falta do mineral, podem aparecer sintomas como formigamento, tremor, espasmo muscular, náuseas e vômitos. Em casos mais graves, o risco é danificar tecidos cardiovasculares, renais e neuromusculares.
O excesso: atrapalha a absorção e o consequente aproveitamento do cálcio pelo organismo. Também pode baixar a pressão e ocasionar problemas respiratórios.
Onde encontrar: semente de abóbora, abacate, beterraba, farelo de aveia e arroz integral
Polivitamínicos: pode ou não pode?
Veja o que dizem alguns especialistas ouvidos pela VivaSaúde sobre o consumo regular de cápsulas que combinam diversas vitaminas essenciais ao bom funcionamento orgânico.
Sim
"Os polivitamínicos podem ser benéficos, desde que indicados para uma pessoa que realmente apresente deficiência, alguém que não tem uma alimentação variada e equilibrada. Só não vale o uso indiscriminado, como também não recomendamos que seja feito no caso das vitaminas e dos minerais de forma isolada."
Mariana Del Bosco, nutricionista da ABESO
Às vezes
"Acho que é possível prescrever polivitamínicos para casos específicos, depois de realizar exames e de colher o relato clínico, de acordo com os sintomas do paciente. Mas prefiro usar os manipulados aos suplementos que compramos prontos. Quando mandamos fazer um medicamento, conseguimos reunir só o que o paciente precisa e em doses mais apropriadas para o tipo de deficiência que ele apresenta. Ainda assim, o acompanhamento do médico ou nutricionista, durante todo o tratamento, é fundamental."
Ana Maria Martins, nutricionista da Nutricius
Não
"Alguns estudos estão sendo elaborados para verificar se a suplementação vitamínica é eficiente tanto para indivíduos que possuem alguma deficiência como para indivíduos normais. Entretanto, os resultados dessas pesquisas não estão sendo nada animadores: a suplementação de vitaminas e minerais parece não promover nenhuma melhora fisiológica no caso dos indivíduos que não apresentam enfermidade prévia. Um estudo recente realizado com 13 mil adultos franceses, por exemplo, não conseguiu provar que o consumo de vitaminas e minerais reduz a incidência de câncer e doença isquêmica cardiovascular em indivíduos saudáveis. Já o Instituto Nacional de Saúde Norte-americano também tentou avaliar a eficácia e segurança dos suplementos vitamínicos e de minerais como prevenção primária para o câncer e outras doenças crônicas. Porém os autores concluíram que os dados foram insuficientes para provar os benefícios da suplementação."
Glauce Lamoglie de Carvalho, nutricionista do InCor
Consuma na dose certa
Os suplementos só passam a oferecer um risco real quando são usados de forma indiscriminada, sem o acompanhamento de um médico ou nutricionista. Isso porque, ao consumir algo de que o corpo não precisa, corremos o risco de acumular esses nutrientes em nosso organismo. E nem todo o excesso é excretado pela urina. "O grande perigo são as vitaminas lipossolúveis, que acabam ficando armazenadas nos nossos órgãos, sobrecarregando-os. Estamos falando das vitaminas A, D, E e K", alerta a nutricionista Claudia M. Santos, da Associação Brasileira de Nutrição.
Para outra especialista, a nutricionista Mariana Del Bosco, ligada à Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), o consumo de minerais e de vitaminas hidrossolúveis, como é o caso da vitamina C, sem prescrição médica, também inspira cuidados. "Tudo o que ingerimos além das nossas necessidades nos traz problemas. Para se ter uma ideia, nossa necessidade de vitamina C é de aproximadamente 500 mg por dia. Se consumimos uma quantidade diária que fica muito acima disso, certamente acabaremos afetando o equilíbrio do organismo, atrapalhando na absorção de outros nutrientes, por exemplo. Isso porque os diversos nutrientes que consumimos interagem entre si", explica.
Betacaroteno
O que ela faz: é considerado um importante antioxidante, capaz de retardar o envelhecimento precoce, além de ser essencial na manutenção da visão, da pele e do sistema imune.
A falta: a deficiência pode acarretar em problemas de visão e de pele.
O excesso: quando consumido em altas quantidades, pode se acumular nos tecidos e ocasionar queda de cabelo, fragilidade das unhas e dores de cabeça. Atenção às gestantes, pois o excesso é capaz de provocar má-formação fetal.
Onde encontrar: vegetais amarelos e laranja, como cenoura, beterraba, mamão, manga e batata doce
Para entender esse raciocínio, basta imaginar o corpo como uma máquina programada para processar tudo o que recebe na forma de alimentação. O problema é que ele demanda energia e usa substâncias específicas para quebrar as moléculas que compõem cada alimento, de forma que possam ser aproveitadas pelo organismo, nas suas mais diversas funções. O caso é que os "operários" envolvidos nessa atividade, ao se atracarem com uma quantidade descomunal de vitamina C - ou de qualquer outra vitamina ou mineral -, obrigatoriamente terão de abrir mão de outros compromissos importantes que estavam programados dentro daquele horário de trabalho, só para dar conta da "emergência".
Cálcio
O que ela faz: é parte constituinte do osso e, portanto, sua ingestão é fundamental para manter ossos e dentes saudáveis. "O cálcio também regula a ação de vários hormônios, é responsável pela contração muscular e pela ação dos neurotransmissores. Como se não bastasse, participa do processo de coagulação sanguínea", lembra Fernanda Granja.
A falta: quando não há cálcio circulante, o organismo retira o que precisa dos ossos - que funcionam como verdadeiros reservatórios desse nutriente - provocando a osteoporose.
O excesso: o excesso de cálcio provoca dores nas articulações, formação de pedra nos rins e até insufi ciência renal.
Onde encontrar: leite, queijos, iogurte, sardinha em conserva e couve
Interação com outros remédios
"Eu frequentemente prescrevo vitaminas e minerais aos meus pacientes, até mesmo em doses mais altas, quando necessário. Porém costumo limitar o tempo de uso desses suplementos para não correr o risco de desequilibrar o funcionamento do organismo, que precisará 'gastar' determinados elementos para processar outros. No caso da suplementação com vitamina C, por exemplo, sabemos que, para incorporar o nutriente ao organismo, o corpo mobilizará substâncias chamadas de flavonoides. Então, se a vitamina C for usada por um tempo prolongado, e em quantidades altas, corre-se o risco de comprometer o 'estoque' de flavonoides e, nessas condições, a vitamina C cessará de ser absorvida. Nesse caso, mesmo que a pessoa continue suplementando, apresentará deficiência desse nutriente", explica o clínico geral Alexandre Feldman.
Atenção! suplementos alimentares também interagem com outros tipos de medicamentos e podem influenciar no tratamento de doenças crônicas. Consulte seu médico antes de tomá-los
Vitaminas do Complexo B
O que elas fazem: ajudam a manter a saúde dos nervos, da pele, dos olhos, dos cabelos, do fígado e da boca. Mantêm a tonicidade muscular do sistema gastrointestinal e atuam no metabolismo energético. “Estudos recentes vêm mostrando que essas vitaminas também podem trazer benefícios aos pacientes com quadros de depressão e ansiedade”, diz Fernanda Granja.
A falta: a defi ciência crônica pode acarretar problemas neurológicos (psicose), dermatites, anemia e elevados níveis de homocisteína no sangue (indicador de risco cardiovascular).
O excesso: podem ocorrer quadros de diarreia e intoxicações neurológicas, com sintomas como formigamentos nas mãos.
Onde encontrar: aveia, arroz integral, centeio, brócolis e rúcula
A nutricionista Camila Próspero, especialista em fisiologia do exercício, dá outros exemplos de possíveis interações que podem causar efeitos adversos no momento da absorção, afetando o metabolismo dos nutrientes. "Quando é feita a suplementação de cálcio e o medicamento é tomado próximo do horário das refeições, por desinformação do paciente, aumentam os riscos de anemia, já que o cálcio atrapalha a absorção do ferro. A suplementação inadequada com ferro também pode bloquear o transporte e a distribuição do zinco no organismo", afirma.
Ferro
O que ele faz: o mineral é essencial para a formação da hemoglobina no sangue, uma proteína cuja função é transportar oxigênio para o corpo todo.
a falta: pode provocar anemia ferropriva. Os sintomas são fraqueza, palidez, tontura, irritação, cansaço, falta de ar e falta de apetite devido ao comprometimento de transporte de oxigênio aos tecidos. A carência pode desequilibrar o sistema imunológico.
o excesso: aumenta a quantidade de radicais livres no organismo, acelerando o processo de envelhecimento e causando danos ao DNA. Também pode levar a alterações no tamanho do fígado, desenvolvimento de diabetes e complicações cardíacas fatais.
onde encontrar: fígado, carnes, feijão, lentilha e gema de ovo
Para piorar, os suplementos vitamínicos e de minerais também interagem com outros tipos de medicamentos e podem influenciar no tratamento de doenças crônicas. "Voltando ao exemplo da vitamina C: ela melhora a absorção de drogas ácidas, como a aspirina. Por outro lado, reduz a biodisponibilidade de algumas drogas básicas, como as anfetaminas. Além disso, a suplementação contínua com vitamina C pode interferir nos resultados de glicose sanguínea, dificultando o controle da glicemia pelos diabéticos", finaliza Camila.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Revista Atrevidinha - Ctrl C + Ctrl V
Dar dois cliques no mouse parece ser uma maneira muito eficiente para resolver, sem estresse, um trabalho complicado. Mas copiar material de internet, além de não ajudar nadinha no seu aprendizado, pode colocá-la numa grande confusão
Por Rita Trevisan e Giovana Pessoa
Na véspera da entrega de um trabalho, encontrar um texto prontinho sobre o tema que estamos pesquisando, na internet, parece ser mesmo um lance de sorte. E, nessa hora, é quase impossível resistir à tentação de copiar o que está escrito, mudar uma ou outra palavrinha e entregar ao professor como se fosse nosso. Com a facilidade de encontrar tudo quanto é coisa na web, em poucos minutos, tá cheio de gente que resolve suas tarefas assim. E quer saber? Muitas garotas chegam até a enganar o professor. Espertinhas? Não mesmo! Na verdade, quem vive copiando material da internet acaba se dando mal, é só uma questão de tempo. "É preciso lembrar que o professor normalmente pede o trabalho sobre um tema que será discutido depois em classe ou, então, cobrado na prova. Daí, se a aluna não tiver realmente estudado e aprendido aquele conteúdo, não terá como garantir suas notas nas outras atividades", alerta Adilson Garcia, diretor pedagógico do colégio Vértice.
Parece pouco? Então, considere que vários conteúdos que aprendemos na escola hoje, na teoria, serão colocados em prática fora dela, mesmo que isso aconteça muitos anos mais tarde, na hora de procurar um emprego, por exemplo. E, nessas situações, sempre vai sair ganhando aquela garota que realmente aprendeu com os trabalhos que fez. "Só tem sentido fazer um trabalho escolar se a aluna estiver disposta a buscar as informações pedidas e se puder refletir sobre elas, tentando entendê-las. É assim que ela vai construir conhecimento de verdade. Quando ela simplesmente copia e cola, não constrói nada, não tira vantagem nenhuma, apenas perde seu tempo", garante Adilson.
Agora, também não dá para negar que a internet é um espaço ótimo para buscar, de forma prática e rápida, informações legais e que podem muito bem entrar nos seus trabalhos. Mas há um passo a passo básico que você pode seguir, se quiser fazer do jeito certo. "Primeiro, selecione, entre a imensa quantidade de material que os sites trazem, o que realmente interessa e que tem a ver com o seu trabalho. Depois, faça uma leitura e tente entender mais sobre o assunto. O terceiro passo é escrever com as suas palavras um resumo, com tudo o que achou importante nos textos que leu", ensina José Alberto Serra Filho, assessor pedagógico do Sistema de Ensino Pueri Domus. Outro toque importante é ficar bem atenta para perceber se o conteúdo do site é confiável ou não. "Em geral, sites de entidades do governo, de universidades, escolas e portais de educação são boas escolhas para se começar uma pesquisa", diz Esther Carvalho, diretora geral do Colégio Rio Branco. Também vale pedir ao professor que indique alguns links em que você possa encontrar mais dados sobre aquele assunto que está sendo estudado. E, por fim, um truque imbatível: compare o que o site diz com outras fontes de consulta. "Numa única visita à biblioteca, por exemplo, é possível encontrar muitos materiais diferentes e que servem para enriquecer o seu trabalho com informações legais: você pode usar livros, revistas, jornais e até vídeos", comenta Esther. Daí, ao terminar o trabalho, lembre-se de colocar, lá no final, a lista do material que consultou, incluindo os sites. "No caso da internet, vale anotar o nome do site de onde retirou o texto que leu, o link e a data em que acessou aquelas páginas. Tudo isso precisa aparecer na pesquisa", orienta Adilson. Com um trabalho nota 10 em mãos, você ainda poderá usar a internet para compartilhá-lo com outros estudantes, de outros colégios e até de outras cidades, que estejam vendo o mesmo tema nas aulas. "Em vez de apenas retirar conteúdos da internet, converse com seu professor sobre a possibilidade de produzirem textos, vídeos ou outros materiais com tudo o que aprenderam, usando a internet para disseminar esse conhecimento", sugere Alexandre Tadeu Francisco Barreto, professor do Colégio Metodista de Ribeirão Preto.
Papo sério
Copiar trabalhos da internet, além de tudo, é crime, sabia?
Chamado de plágio, o Ctrl C + Ctrl V, se for descoberto pelo autor do texto original, pode render processo, com pagamento de multa e até prisão do chupim. O especialista no assunto Manoel Pereira dos Santos, professor da Fundação Getúlio Vargas, é quem explica a diferença entre usar um texto como fonte e plagiálo: "A aluna pode explicar ou desenvolver o que a outra pessoa escreveu, utilizando suas próprias palavras e dando crédito ao autor. Isso é legal. Porém, se a garota praticamente copia o texto de outra pessoa, apenas mudando palavras e invertendo frases, e se esquece de dar o crédito ao autor, então ela se complica, porque aí se configura o plágio". Viu só? Então, é bom ficar esperta!
Por Rita Trevisan e Giovana Pessoa
Na véspera da entrega de um trabalho, encontrar um texto prontinho sobre o tema que estamos pesquisando, na internet, parece ser mesmo um lance de sorte. E, nessa hora, é quase impossível resistir à tentação de copiar o que está escrito, mudar uma ou outra palavrinha e entregar ao professor como se fosse nosso. Com a facilidade de encontrar tudo quanto é coisa na web, em poucos minutos, tá cheio de gente que resolve suas tarefas assim. E quer saber? Muitas garotas chegam até a enganar o professor. Espertinhas? Não mesmo! Na verdade, quem vive copiando material da internet acaba se dando mal, é só uma questão de tempo. "É preciso lembrar que o professor normalmente pede o trabalho sobre um tema que será discutido depois em classe ou, então, cobrado na prova. Daí, se a aluna não tiver realmente estudado e aprendido aquele conteúdo, não terá como garantir suas notas nas outras atividades", alerta Adilson Garcia, diretor pedagógico do colégio Vértice.
Parece pouco? Então, considere que vários conteúdos que aprendemos na escola hoje, na teoria, serão colocados em prática fora dela, mesmo que isso aconteça muitos anos mais tarde, na hora de procurar um emprego, por exemplo. E, nessas situações, sempre vai sair ganhando aquela garota que realmente aprendeu com os trabalhos que fez. "Só tem sentido fazer um trabalho escolar se a aluna estiver disposta a buscar as informações pedidas e se puder refletir sobre elas, tentando entendê-las. É assim que ela vai construir conhecimento de verdade. Quando ela simplesmente copia e cola, não constrói nada, não tira vantagem nenhuma, apenas perde seu tempo", garante Adilson.
Quem vive copiando material da internet acaba se dando mal, é só uma questão de tempo.
Assim pode!Agora, também não dá para negar que a internet é um espaço ótimo para buscar, de forma prática e rápida, informações legais e que podem muito bem entrar nos seus trabalhos. Mas há um passo a passo básico que você pode seguir, se quiser fazer do jeito certo. "Primeiro, selecione, entre a imensa quantidade de material que os sites trazem, o que realmente interessa e que tem a ver com o seu trabalho. Depois, faça uma leitura e tente entender mais sobre o assunto. O terceiro passo é escrever com as suas palavras um resumo, com tudo o que achou importante nos textos que leu", ensina José Alberto Serra Filho, assessor pedagógico do Sistema de Ensino Pueri Domus. Outro toque importante é ficar bem atenta para perceber se o conteúdo do site é confiável ou não. "Em geral, sites de entidades do governo, de universidades, escolas e portais de educação são boas escolhas para se começar uma pesquisa", diz Esther Carvalho, diretora geral do Colégio Rio Branco. Também vale pedir ao professor que indique alguns links em que você possa encontrar mais dados sobre aquele assunto que está sendo estudado. E, por fim, um truque imbatível: compare o que o site diz com outras fontes de consulta. "Numa única visita à biblioteca, por exemplo, é possível encontrar muitos materiais diferentes e que servem para enriquecer o seu trabalho com informações legais: você pode usar livros, revistas, jornais e até vídeos", comenta Esther. Daí, ao terminar o trabalho, lembre-se de colocar, lá no final, a lista do material que consultou, incluindo os sites. "No caso da internet, vale anotar o nome do site de onde retirou o texto que leu, o link e a data em que acessou aquelas páginas. Tudo isso precisa aparecer na pesquisa", orienta Adilson. Com um trabalho nota 10 em mãos, você ainda poderá usar a internet para compartilhá-lo com outros estudantes, de outros colégios e até de outras cidades, que estejam vendo o mesmo tema nas aulas. "Em vez de apenas retirar conteúdos da internet, converse com seu professor sobre a possibilidade de produzirem textos, vídeos ou outros materiais com tudo o que aprenderam, usando a internet para disseminar esse conhecimento", sugere Alexandre Tadeu Francisco Barreto, professor do Colégio Metodista de Ribeirão Preto.
Papo sério
Copiar trabalhos da internet, além de tudo, é crime, sabia?
Chamado de plágio, o Ctrl C + Ctrl V, se for descoberto pelo autor do texto original, pode render processo, com pagamento de multa e até prisão do chupim. O especialista no assunto Manoel Pereira dos Santos, professor da Fundação Getúlio Vargas, é quem explica a diferença entre usar um texto como fonte e plagiálo: "A aluna pode explicar ou desenvolver o que a outra pessoa escreveu, utilizando suas próprias palavras e dando crédito ao autor. Isso é legal. Porém, se a garota praticamente copia o texto de outra pessoa, apenas mudando palavras e invertendo frases, e se esquece de dar o crédito ao autor, então ela se complica, porque aí se configura o plágio". Viu só? Então, é bom ficar esperta!
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Revista Atrevidinha - Tesouros das tribos
Dia 19 de abril é Dia do Índio, e se você já está quebrando a cabeça pra pensar como vai fazer aquele trabalho sobre o assunto, que tal mergulhar mais fundo na cultura desse povo? O risco de acabar se apaixonando é grande. Basta olhar as imensas diferenças entre a cultura deles e a nossa com bastante respeito e zero de preconceito. Pronta para começar?
Por Rita Trevisan e Giovana Pessoa Ilustração: Leonardo Conceição
http://atrevidinha.uol.com.br/atrevidinha/beleza-idolos/84/tesouros-das-tribos-dia-19-de-abril-e-dia-212866-1.asp
Todo mês de abril é a mesma coisa: na escola, nos programas de TV, na internet e em mais uma porção de lugares, os índios passam a ser assunto quase que obrigatório. Afinal, o dia 19 é a data especialmente reservada no calendário para comemorar a existência desse povo, que já estava aqui quando os portugueses chegaram e "descobriram" o Brasil. Mesmo com o passar dos anos, muitas tribos ainda mantêm vivos seus costumes e seus rituais, que são pra lá de interessantes. Hoje em dia, muitos índios têm até acesso à tecnologia: assistem a novelas, escrevem em blogs, trocam e-mails com gente de todo canto e até batem papo no celular. E ainda usam toda essa tecnologia para divulgar a cultura do seu povo. Legal, né?
Pai de todos
Você já deve ter ouvido falar que toda nação indígena tem um pajé, certo? Pois bem: ele é tipo o pai de todos, o membro mais velho da família e a quem todos respeitam pela sua sabedoria. O pajé é, ao mesmo tempo, o médico e o líder religioso, que ensina as tradições para as crianças e realiza as cerimônias de casamento, por exemplo. Pajé, na verdade, é um termo da língua tupi. Outros povos até usam nomes diferentes para designar esse líder. Na tribo dos maraguás, o pajé é conhecido como malyli e, entre os saretés, é o painy.
Ele é o cara!
O cacique é outra figura importante entre os indígenas e é como se fosse o presidente, o líder que toma as decisões e que é muito respeitado por todos. Do mesmo modo que o pajé, em cada tribo ele recebe um nome diferente. Na língua dos maraguás, por exemplo, o cacique é conhecido como tuxawa. Ah! E tem mais: uma vez tuxawa, sempre tuxawa. Isso porque, nas nações indígenas, não rola essa história de votação. Ele só será substituído no posto quando bater as botas. Ou quando virar estrela. Ou quando for dessa para melhor, como queira.
Ô, lá em casa!
As casas dos índios, chamadas de ocas, são feitas de pau a pique. Elas são construídas apenas com taipas, uma mistura de barro sustentado por pedaços de madeira, e depois são cobertas com palhas ou folhas grandes de árvores, como as da palmeira. E as moradias são coletivas, ou seja, todo mundo mora junto, como uma grande família, e divide tudo: as redes pra dormir, o lugar de brincar, a cozinha... Os únicos objetos pessoais são os instrumentos de trabalho, como arcos, flechas e machados. Pense nisso antes de reclamar de dividir o quarto com sua irmã.
Emprego pra quê?
Acredita que não existe essa história de emprego, chefe, nem de salário na sociedade indígena? Eles trabalham, sim, mas de um jeito diferente. Na verdade, eles dividem as tarefas diárias de acordo com o sexo e a idade. As mulheres, por exemplo, cozinham, fazem as panelas com barro e argila, cuidam das crianças, plantam e colhem os alimentos e também são responsáveis por pintar os corpos dos homens. Já os homens vão à caça, pescam e, quando têm algum ritual, eles é que dançam, enquanto elas cantam. Já os curumins, os indiozinhos, acompanham os pais nos trabalhos e vão aprendendo sobre as suas responsabilidades desde muito cedo.
Agora, se você acha que os índios não têm nadinha a ver com a nossa cultura, espere até ouvir essa: como eles foram os primeiros habitantes do Brasil, a maioria das famílias do nosso país, quando começou, trazia algum tipo de mistura de raças, geralmente entre os índios, os europeus e os africanos. Daí, se procurar bem, é possível que quase todo mundo tenha, mesmo que lá longe, um ou outro parente que usa cocar e penacho na cabeça. Além disso, mesmo não convivendo com os índios, muitas coisas do nosso dia a dia foram influenciadas por eles. Duvida? Vai me dizer que você nunca dormiu numa rede? Ou que não fica com água na boca quando alguém aparece ao seu lado comendo milho, mandioca, farinha e tapioca? Todas essas influências vêm dos índios! E tem mais: o nosso idioma também assimilou muito da cultura indígena, principalmente dos tupis. Carioca, por exemplo, vem de kari ("branco") e oca ("casa"), ou seja, "casa de branco". Maracanã, samambaia, guaraná, paçoca, perereca, pipoca e jabuticaba também têm origem na língua indígena. Curioso, né?
QUEM DEU AS DICAS: Eliane Potiguara, escritora de origem potiguara; Marcondes Secundino, antropólogo, coordenador do Núcleo de Estudos Indígenas (NEIN/CGES), da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) e Yaguarê Yamã, escritor de origem maraguá, autor do livro Kurumi Guaré no Coração da Amazônia (editora FTD).
Por Rita Trevisan e Giovana Pessoa Ilustração: Leonardo Conceição
http://atrevidinha.uol.com.br/atrevidinha/beleza-idolos/84/tesouros-das-tribos-dia-19-de-abril-e-dia-212866-1.asp
Todo mês de abril é a mesma coisa: na escola, nos programas de TV, na internet e em mais uma porção de lugares, os índios passam a ser assunto quase que obrigatório. Afinal, o dia 19 é a data especialmente reservada no calendário para comemorar a existência desse povo, que já estava aqui quando os portugueses chegaram e "descobriram" o Brasil. Mesmo com o passar dos anos, muitas tribos ainda mantêm vivos seus costumes e seus rituais, que são pra lá de interessantes. Hoje em dia, muitos índios têm até acesso à tecnologia: assistem a novelas, escrevem em blogs, trocam e-mails com gente de todo canto e até batem papo no celular. E ainda usam toda essa tecnologia para divulgar a cultura do seu povo. Legal, né?
Pai de todos
Você já deve ter ouvido falar que toda nação indígena tem um pajé, certo? Pois bem: ele é tipo o pai de todos, o membro mais velho da família e a quem todos respeitam pela sua sabedoria. O pajé é, ao mesmo tempo, o médico e o líder religioso, que ensina as tradições para as crianças e realiza as cerimônias de casamento, por exemplo. Pajé, na verdade, é um termo da língua tupi. Outros povos até usam nomes diferentes para designar esse líder. Na tribo dos maraguás, o pajé é conhecido como malyli e, entre os saretés, é o painy.
Ele é o cara!
O cacique é outra figura importante entre os indígenas e é como se fosse o presidente, o líder que toma as decisões e que é muito respeitado por todos. Do mesmo modo que o pajé, em cada tribo ele recebe um nome diferente. Na língua dos maraguás, por exemplo, o cacique é conhecido como tuxawa. Ah! E tem mais: uma vez tuxawa, sempre tuxawa. Isso porque, nas nações indígenas, não rola essa história de votação. Ele só será substituído no posto quando bater as botas. Ou quando virar estrela. Ou quando for dessa para melhor, como queira.
Ô, lá em casa!
As casas dos índios, chamadas de ocas, são feitas de pau a pique. Elas são construídas apenas com taipas, uma mistura de barro sustentado por pedaços de madeira, e depois são cobertas com palhas ou folhas grandes de árvores, como as da palmeira. E as moradias são coletivas, ou seja, todo mundo mora junto, como uma grande família, e divide tudo: as redes pra dormir, o lugar de brincar, a cozinha... Os únicos objetos pessoais são os instrumentos de trabalho, como arcos, flechas e machados. Pense nisso antes de reclamar de dividir o quarto com sua irmã.
Emprego pra quê?
Acredita que não existe essa história de emprego, chefe, nem de salário na sociedade indígena? Eles trabalham, sim, mas de um jeito diferente. Na verdade, eles dividem as tarefas diárias de acordo com o sexo e a idade. As mulheres, por exemplo, cozinham, fazem as panelas com barro e argila, cuidam das crianças, plantam e colhem os alimentos e também são responsáveis por pintar os corpos dos homens. Já os homens vão à caça, pescam e, quando têm algum ritual, eles é que dançam, enquanto elas cantam. Já os curumins, os indiozinhos, acompanham os pais nos trabalhos e vão aprendendo sobre as suas responsabilidades desde muito cedo.
Trabalho NOTA 10
Para ajudá-la a fazer com vontade o seu trabalho sobre os índios e garantir um notão, existem vários sites de pesquisa que oferecem muitas informações interessantes e são superconfiáveis:
Depois de juntar bastante informação, que tal pensar em formas diferentes de apresentar o que descobriu para o professor e para os colegas? Algumas ideias:
Você, índia! Eu, índia também!
Agora, se você acha que os índios não têm nadinha a ver com a nossa cultura, espere até ouvir essa: como eles foram os primeiros habitantes do Brasil, a maioria das famílias do nosso país, quando começou, trazia algum tipo de mistura de raças, geralmente entre os índios, os europeus e os africanos. Daí, se procurar bem, é possível que quase todo mundo tenha, mesmo que lá longe, um ou outro parente que usa cocar e penacho na cabeça. Além disso, mesmo não convivendo com os índios, muitas coisas do nosso dia a dia foram influenciadas por eles. Duvida? Vai me dizer que você nunca dormiu numa rede? Ou que não fica com água na boca quando alguém aparece ao seu lado comendo milho, mandioca, farinha e tapioca? Todas essas influências vêm dos índios! E tem mais: o nosso idioma também assimilou muito da cultura indígena, principalmente dos tupis. Carioca, por exemplo, vem de kari ("branco") e oca ("casa"), ou seja, "casa de branco". Maracanã, samambaia, guaraná, paçoca, perereca, pipoca e jabuticaba também têm origem na língua indígena. Curioso, né?
QUEM DEU AS DICAS: Eliane Potiguara, escritora de origem potiguara; Marcondes Secundino, antropólogo, coordenador do Núcleo de Estudos Indígenas (NEIN/CGES), da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) e Yaguarê Yamã, escritor de origem maraguá, autor do livro Kurumi Guaré no Coração da Amazônia (editora FTD).
Revista Atrevida - Meu melhor amigo gay
Só quem tem um GBF (gay best friend) sabe o quanto é legal. Mas, pra levar a amizade adiante, é preciso estar preparada para enfrentar o preconceito que (ainda!) existe.
Por Rita Trevisan e Giovana Pessoa / FOTOS: DIVULGAÇÃO / REPRODUÇÃO
Quando eu quero entender como funciona a cabeça dos homens, sempre pergunto ao meu amigo gay. Afinal, o fato de ele gostar de meninos, como eu, não o faz menos homem, né? E ele me ajuda muito, me dá dicas de como conquistar. Ele vê as situações de um outro jeito e ainda é sincero comigo. Acho que um menino hétero dificilmente faria o mesmo", conta Paula Siqueira, de 15 anos. Ela é uma das muitas adolescentes que têm um amigo gay para chamar de seu e que sabem aproveitar o fato de ter um amigo homem, mas que não se interessa por mulheres. O GBF da Paulinha ainda a produz para as baladas e topa ficar horas rodando o shopping atrás de um modelito incrível para o primeiro encontro dela. "Outro dia, ficamos cinco horas de loja em loja. Ele me fez experimentar um monte de coisa e ia dizendo o que combinava ou não comigo", diz. Para Jenifer Poet, de 17 anos, o grande barato de ter um amigo que não vai tentar seduzir você é justamente esse: o de poder se abrir de verdade com o cara, sem se preocupar com a impressão que vai causar. "Os garotos héteros nunca querem só amizade e, mesmo quando eles não têm outras intenções, a amizade acaba se eles começam a namorar, porque a namorada fica com ciúme da turma. Já a amizade com o gay é à prova de namoro e pode durar um tempão. Além disso, os gays são mais sensíveis", garante Jenifer.
de cara com o preconceito
É claro que uma amizade desse tipo não nasce do dia para a noite. Um GBF normalmente só se revela quando percebe que, do outro lado, encontrará alguém capaz de acolhê-lo sem julgar ou criticar.
"Meu amigo demorou um tempo para me contar sobre a orientação sexual dele, só tocamos no assunto quando estávamos mais íntimos. Um dia, ele me mostrou a foto do namorado com quem estava há mais de um ano. Ele me disse também que tinha tentado namorar uma garota, mas que não tinha dado certo. Eu me coloquei no lugar dele e entendi a situação. Desde então, tento ser uma boa amiga, pois sei o quanto ele confia em mim", conta Jacqueline Oliveira, de 20 anos. Ela, como a maioria das meninas, ficou um pouco bolada com a história no começo, mas acabou percebendo que a sexualidade dele acabava não influenciando em nada na relação bacana que eles já tinham.
Com a Paulinha rolou a mesma coisa. "A gente acha que não tem preconceito, só que, quando acontece bem perto não é tão simples assim. Mas hoje eu levo na boa. Sei que ele enfrenta a maior barra e o admiro pela coragem que teve ao assumir a orientação sexual dele", conta. Porém, como se não bastasse enfrentar o próprio preconceito, é preciso lidar com a galera que fica olhando torto. "Já aconteceu milhões de vezes de eu estar no shopping com ele e as pessoas começarem a cochichar e a dar risada, ao perceber o jeito dele. Eu fico muito sem graça", lembra Jenifer. A Jacque, por sua vez, também tem de enfrentar a galera do contra dentro da própria casa. "Meus pais não aceitam a minha amizade com ele. Na cabeça deles, todo gay é sem vergonha, drogado.
Eles não entendem que ele é um ser humano, que tem qualidades e defeitos como qualquer outro", diz.
"Uma vez, levei meu amigo a uma festa na casa da minha avó. Mas me arrependi! Eles ficavam olhando e falando dele, sem nem disfarçar. Briguei com a família toda",
lembra Jacque. É claro que armar barraco, como fez a nossa leitora, não é a saída mais bacana. Aliás, é bem provável que tentar convencer alguém que pensa de um jeito diferente, só pelo discurso, não funcione. Então, o melhor que você tem a fazer é curtir e respeitar o seu GBF, sem dar muito ibope para quem não entende que essa amizade, como qualquer outra, está baseada na cumplicidade e no carinho.
1 Ao receber a notícia (ou a confirmação) de que o seu amigo é gay, nada de ficar acusando o menino de "esconder o jogo" por não ter contado antes. Tudo o que ele precisa, nessa hora, é saber que poderá continuar com a sua amizade.
2 Tente não mudar o seu jeito de tratar o garoto. Você não precisa ser mais dura com ele nem ter pena por causa da orientação do cara, já pensando que ele vai sofrer preconceito e tal. Nada a ver. Trate-o exatamente como faz com qualquer outro amigo da sua turma.
3 Tudo bem que você fique supercuriosa sobre a forma como dois homens se relacionam. Mas não vale invadir a intimidade do seu GBF com um montão de perguntas, de uma hora para outra. Pior ainda você insistir para que ele conte detalhes dos namoros e ficadas dele, quando o garoto dá na cara que não está afim ou não está à vontade para se abrir.
4 Se já sabe que a sua família ou um grupo de amigos tem um tremendo preconceito contra os gays, não queira levá-lo a uma baladinha com essa galera, na tentativa de "provar para eles o quanto o seu GBF é incrível". A intenção é das melhores, mas não garante que você vai ter sucesso. E, se der errado, você e seu amigo vão acabar voltando pra casa bem magoados. E nenhum dos dois precisa passar por isso, né?
5 Se o seu amigo faz o tipo discreto, respeite a opinião dele. E não fique comentando com Deus e o mundo o que ele confessou só pra você.
6 Você não se sente bem o vendo beijar outro cara na boca? Ou falando certas coisas sobre o relacionamento dele? Então, diga isso ao seu GBF, na boa. Afinal, toda amizade, pra ser bacana, precisa ser marcada pela sinceridade.
7 Nunca, jamais, tente empurrar uma amiga sua pra cima do garoto. Primeiro porque dificilmente vai funcionar (a menos que o garoto seja bi e esteja meio em dúvida). Segundo, porque seu amigo vai achar que você não o aceita de verdade.
8 Se uma piada envolvendo gays escapar da sua boca, na frente do seu amigo, nada de ficar se culpando pelo resto da eternidade. É claro que é bom se policiar para evitar uma nova saia-justa. Mas talvez a história passe meio despercebida se você continuar agindo naturalmente. Pode acreditar: não é isso o que vai fazer seu amigo se decepcionar com você.
9 Não entre numas de achar que o seu amigo, por ser gay, vai dar em cima de todos os caras bonitos do mundo - incluindo o seu irmão e o seu namorado. É só pensar um pouco: você, sendo hétero, dá em cima de qualquer cara?
10 Não espere que seu amigo gay entenda tudo de moda ou saiba de cor todas as músicas da Lady Gaga. Isso é um estereótipo. Em geral, quando acreditamos que todos os gays agem de uma determinada maneira e gostam só de certas coisas, estamos tendo uma visão bastante limitada deles. E daí para o preconceito, é só um passo. Melhor que isso é simplesmente aceitar seu amigo como ele a aceita, com o seu jeitinho único de ser.
Imitando a vida real
No cinema e na TV, os GBFs também marcam presença. Vai vendo!
1 - Glee: Mercedes (Amber Riley) era apaixonada por Kurt (Chris Colfer), pois não sabia que ele era gay. Porém, quando caiu na real, os dois acabaram virando grandes amigos e, juntos, conseguiram entrar para a turma dos líderes de torcida do colégio, que era o maior sonho da vida deles.
2 - Ugly Betty: Amanda (Becki Newton) e Marc (Michael Urie) fazem a dupla mais venenosa - e engraçada - da série. O mais bacana é que os dois não se desgrudam e não pensam duas vezes antes de armar qualquer plano maluco para se dar bem.
3 - Will & Grace: Will (Eric McCormack) é um advogado gay e Grace (Debra Messing) é uma design de interiores heterossexual. Na série, os dois trocam altas ideias e vivem uma relação intensa de amizade. Will faz o tipo companheiro de todos os momentos.
4 - Ti-Ti-Ti: Julinho (André Arteche) é o GBF que toda garota gostaria de ter, mas que só a Marcela (Ísis Valverde) tem: além de sensível e superfofo, o garoto faz uma escova como ninguém, já que é cabeleireiro. Tudo de bom!
5 - Desenrola: no filme, enquanto Priscila (Olivia Torres) planeja sua primeira vez, ela aproveita os toques espertos do amigo gay, Caco (Daniel Passi), que é um verdadeiro conselheiro, faz de tudo para ajudar a amiga a conquistar Rafa (Kayky Brito).
Por Rita Trevisan e Giovana Pessoa / FOTOS: DIVULGAÇÃO / REPRODUÇÃO
Quando eu quero entender como funciona a cabeça dos homens, sempre pergunto ao meu amigo gay. Afinal, o fato de ele gostar de meninos, como eu, não o faz menos homem, né? E ele me ajuda muito, me dá dicas de como conquistar. Ele vê as situações de um outro jeito e ainda é sincero comigo. Acho que um menino hétero dificilmente faria o mesmo", conta Paula Siqueira, de 15 anos. Ela é uma das muitas adolescentes que têm um amigo gay para chamar de seu e que sabem aproveitar o fato de ter um amigo homem, mas que não se interessa por mulheres. O GBF da Paulinha ainda a produz para as baladas e topa ficar horas rodando o shopping atrás de um modelito incrível para o primeiro encontro dela. "Outro dia, ficamos cinco horas de loja em loja. Ele me fez experimentar um monte de coisa e ia dizendo o que combinava ou não comigo", diz. Para Jenifer Poet, de 17 anos, o grande barato de ter um amigo que não vai tentar seduzir você é justamente esse: o de poder se abrir de verdade com o cara, sem se preocupar com a impressão que vai causar. "Os garotos héteros nunca querem só amizade e, mesmo quando eles não têm outras intenções, a amizade acaba se eles começam a namorar, porque a namorada fica com ciúme da turma. Já a amizade com o gay é à prova de namoro e pode durar um tempão. Além disso, os gays são mais sensíveis", garante Jenifer.
de cara com o preconceito
É claro que uma amizade desse tipo não nasce do dia para a noite. Um GBF normalmente só se revela quando percebe que, do outro lado, encontrará alguém capaz de acolhê-lo sem julgar ou criticar.
"Meu amigo demorou um tempo para me contar sobre a orientação sexual dele, só tocamos no assunto quando estávamos mais íntimos. Um dia, ele me mostrou a foto do namorado com quem estava há mais de um ano. Ele me disse também que tinha tentado namorar uma garota, mas que não tinha dado certo. Eu me coloquei no lugar dele e entendi a situação. Desde então, tento ser uma boa amiga, pois sei o quanto ele confia em mim", conta Jacqueline Oliveira, de 20 anos. Ela, como a maioria das meninas, ficou um pouco bolada com a história no começo, mas acabou percebendo que a sexualidade dele acabava não influenciando em nada na relação bacana que eles já tinham.
Com a Paulinha rolou a mesma coisa. "A gente acha que não tem preconceito, só que, quando acontece bem perto não é tão simples assim. Mas hoje eu levo na boa. Sei que ele enfrenta a maior barra e o admiro pela coragem que teve ao assumir a orientação sexual dele", conta. Porém, como se não bastasse enfrentar o próprio preconceito, é preciso lidar com a galera que fica olhando torto. "Já aconteceu milhões de vezes de eu estar no shopping com ele e as pessoas começarem a cochichar e a dar risada, ao perceber o jeito dele. Eu fico muito sem graça", lembra Jenifer. A Jacque, por sua vez, também tem de enfrentar a galera do contra dentro da própria casa. "Meus pais não aceitam a minha amizade com ele. Na cabeça deles, todo gay é sem vergonha, drogado.
Eles não entendem que ele é um ser humano, que tem qualidades e defeitos como qualquer outro", diz.
"Uma vez, levei meu amigo a uma festa na casa da minha avó. Mas me arrependi! Eles ficavam olhando e falando dele, sem nem disfarçar. Briguei com a família toda",
lembra Jacque. É claro que armar barraco, como fez a nossa leitora, não é a saída mais bacana. Aliás, é bem provável que tentar convencer alguém que pensa de um jeito diferente, só pelo discurso, não funcione. Então, o melhor que você tem a fazer é curtir e respeitar o seu GBF, sem dar muito ibope para quem não entende que essa amizade, como qualquer outra, está baseada na cumplicidade e no carinho.
1 Ao receber a notícia (ou a confirmação) de que o seu amigo é gay, nada de ficar acusando o menino de "esconder o jogo" por não ter contado antes. Tudo o que ele precisa, nessa hora, é saber que poderá continuar com a sua amizade.
2 Tente não mudar o seu jeito de tratar o garoto. Você não precisa ser mais dura com ele nem ter pena por causa da orientação do cara, já pensando que ele vai sofrer preconceito e tal. Nada a ver. Trate-o exatamente como faz com qualquer outro amigo da sua turma.
3 Tudo bem que você fique supercuriosa sobre a forma como dois homens se relacionam. Mas não vale invadir a intimidade do seu GBF com um montão de perguntas, de uma hora para outra. Pior ainda você insistir para que ele conte detalhes dos namoros e ficadas dele, quando o garoto dá na cara que não está afim ou não está à vontade para se abrir.
4 Se já sabe que a sua família ou um grupo de amigos tem um tremendo preconceito contra os gays, não queira levá-lo a uma baladinha com essa galera, na tentativa de "provar para eles o quanto o seu GBF é incrível". A intenção é das melhores, mas não garante que você vai ter sucesso. E, se der errado, você e seu amigo vão acabar voltando pra casa bem magoados. E nenhum dos dois precisa passar por isso, né?
5 Se o seu amigo faz o tipo discreto, respeite a opinião dele. E não fique comentando com Deus e o mundo o que ele confessou só pra você.
6 Você não se sente bem o vendo beijar outro cara na boca? Ou falando certas coisas sobre o relacionamento dele? Então, diga isso ao seu GBF, na boa. Afinal, toda amizade, pra ser bacana, precisa ser marcada pela sinceridade.
7 Nunca, jamais, tente empurrar uma amiga sua pra cima do garoto. Primeiro porque dificilmente vai funcionar (a menos que o garoto seja bi e esteja meio em dúvida). Segundo, porque seu amigo vai achar que você não o aceita de verdade.
8 Se uma piada envolvendo gays escapar da sua boca, na frente do seu amigo, nada de ficar se culpando pelo resto da eternidade. É claro que é bom se policiar para evitar uma nova saia-justa. Mas talvez a história passe meio despercebida se você continuar agindo naturalmente. Pode acreditar: não é isso o que vai fazer seu amigo se decepcionar com você.
9 Não entre numas de achar que o seu amigo, por ser gay, vai dar em cima de todos os caras bonitos do mundo - incluindo o seu irmão e o seu namorado. É só pensar um pouco: você, sendo hétero, dá em cima de qualquer cara?
10 Não espere que seu amigo gay entenda tudo de moda ou saiba de cor todas as músicas da Lady Gaga. Isso é um estereótipo. Em geral, quando acreditamos que todos os gays agem de uma determinada maneira e gostam só de certas coisas, estamos tendo uma visão bastante limitada deles. E daí para o preconceito, é só um passo. Melhor que isso é simplesmente aceitar seu amigo como ele a aceita, com o seu jeitinho único de ser.
Imitando a vida real
No cinema e na TV, os GBFs também marcam presença. Vai vendo!
1 - Glee: Mercedes (Amber Riley) era apaixonada por Kurt (Chris Colfer), pois não sabia que ele era gay. Porém, quando caiu na real, os dois acabaram virando grandes amigos e, juntos, conseguiram entrar para a turma dos líderes de torcida do colégio, que era o maior sonho da vida deles.
2 - Ugly Betty: Amanda (Becki Newton) e Marc (Michael Urie) fazem a dupla mais venenosa - e engraçada - da série. O mais bacana é que os dois não se desgrudam e não pensam duas vezes antes de armar qualquer plano maluco para se dar bem.
3 - Will & Grace: Will (Eric McCormack) é um advogado gay e Grace (Debra Messing) é uma design de interiores heterossexual. Na série, os dois trocam altas ideias e vivem uma relação intensa de amizade. Will faz o tipo companheiro de todos os momentos.
4 - Ti-Ti-Ti: Julinho (André Arteche) é o GBF que toda garota gostaria de ter, mas que só a Marcela (Ísis Valverde) tem: além de sensível e superfofo, o garoto faz uma escova como ninguém, já que é cabeleireiro. Tudo de bom!
5 - Desenrola: no filme, enquanto Priscila (Olivia Torres) planeja sua primeira vez, ela aproveita os toques espertos do amigo gay, Caco (Daniel Passi), que é um verdadeiro conselheiro, faz de tudo para ajudar a amiga a conquistar Rafa (Kayky Brito).
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Revista Atrevidinha: Aluna nota 10: sim, você pode!
http://atrevidinha.uol.com.br/atrevidinha/beleza-idolos/82/aluna-nota10-sim-voce-pode-aproveite-que-voce-esta-207833-1.asp
Aproveite que você está descansada e cheia de energia pós-férias e adote a partir de já uma rotina de estudos que vai garantir notas boas o ano inteiro, sem que você precise abrir mão de todas as coisas que gosta de fazer.
Por Rita Trevisan e Giovana Pessoa
Aproveite bem a aula.
Pensa: se você entender direitinho tudo o que o professor disser durante a aula, nem vai precisar estudar tanto quando chegarem as provas. Para isso, é importante prestar atenção de verdade, em vez de ouvir música, conversar com as colegas ou sonhar acordada com o gatinho do Justin Bieber! Também é bom evitar faltar ou chegar atrasada, para não perder o fio da meada e, depois, ficar em dúvida sobre o conteúdo passado. Se isso acontecer, peça para as suas amigas lhe emprestarem o caderno e converse com o professor ao final da aula para tirar as dúvidas que surgirem.
Estude em casa, mesmo quando não há prova.
Não é maluquice, essa é a maneira mais eficiente de fixar os conhecimentos aprendidos em sala e descobrir em quais assuntos ainda está com dúvida (para depois perguntar ao professor). Então, todo o tempo investido nessas revisões (que devem ser feitas, no mínimo, a cada semana e, de preferência, todo dia), será poupado na véspera da prova. A diferença será maior ainda na hora de estudar para os exames finais: como você terá entendido o conteúdo durante todo o ano, e não apenas decorado na última semana, vai tirar de letra ("A", de preferência)!
Faça as tarefas logo de uma vez.
Para se acostumar a estudar um pouquinho todos os dias, você vai ter de fazer um esforço inicial, isso é verdade. Mas, com o tempo, aquilo vai virar um hábito e você nem vai sentir. Para facilitar a vida, faça as suas tarefas e as obrigações da escola assim que chegar em casa e deixe o tempo que sobrar para se divertir sem peso na consciência com as amigas, bater papo na internet ou curtir com a família.
Organize o seu caderno.
É incrível a quantidade de canetas coloridas que você pode usar para deixar o seu caderno mais bonito. Mas apenas enfeitá-lo não basta. É preciso que ele seja limpo e organizado para você encontrar rapidinho o que precisa quando estiver estudando sozinha. Para isso, vale colocar títulos em cada assunto, pular linhas e até anotar o conteúdo com cores diferentes. Mas cuidado com o excesso de intervenções e desenhos, que podem distrair ou confundir.
Vença o medo de falar em público.
A ideia de ter de apresentar trabalho pra classe inteira já faz você suar frio? Pois saiba que, para vencer esse medo, a dica é estudar bastante. Afinal, se estiver se sentindo 100% segura do que vai dizer, ficará mais à vontade. Outra dica: para não ficar com vergonha na hora de falar, olhe para a parede do fundo da sala e não diretamente no rosto dos colegas enquanto estiver apresentando. Assim, uma ou outra reação dos engraçadinhos de plantão não vai chegar a atrapalhá-la.
Escolha bem os colegas de trabalho.
Não adianta nada se empenhar para entregar seus trabalhos no prazo e se dedicar para fazer o melhor se os seus colegas não se importarem com a parte deles, certo? Por isso, vale pensar bem na hora de escolher quem vai entrar no seu grupo. Se as suas amigas são superdivertidas, mas não levam nada muito a sério na escola, é melhor combinar, na boa, que vão fazer os trabalhos separadas. Daí, você fica à vontade para procurar um pessoal que goste de fazer tudo benfeito como você e evita brigar com suas amigas por causa disso.
Conte com outras estratégias para se programar.
Se você é o tipo de garota que se distrai com facilidade, também pode descolar um calendário daqueles grandões para pendurar na parede do quarto (em um lugar bem visível), anotando as datas dos seus compromissos com a escola usando um círculo vermelho. Então, um tempo antes, marque o dia em que deve começar a estudar com outra cor. Pode ter certeza de que, com esse método, não vai esquecer de jeito nenhum o que precisa ser feito!
Use uma agenda para se lembrar dos prazos.
Nela, você deve anotar as datas de entrega de todas as lições e trabalhos e também os dias das provas. Mas também é preciso acostumar-se a ler a sua agenda todos os dias, para poder programar os seus compromissos. Além disso, quando o professor passa uma atividade, o ideal é anotar tudo o que ele fala sobre ela, tim-tim por tim-tim. É legal também você planejar o tempo necessário e o que vai precisar para fazer aquele trabalho. Aí, você deixa um lembrete um tempinho antes (uma semana, no mínimo!), para saber que já está na hora de começar a pensar na tarefa. Assim, terá condições de se preparar e fazer tudo com calma.
Aproveite que você está descansada e cheia de energia pós-férias e adote a partir de já uma rotina de estudos que vai garantir notas boas o ano inteiro, sem que você precise abrir mão de todas as coisas que gosta de fazer.
Por Rita Trevisan e Giovana Pessoa
Aproveite bem a aula.
Pensa: se você entender direitinho tudo o que o professor disser durante a aula, nem vai precisar estudar tanto quando chegarem as provas. Para isso, é importante prestar atenção de verdade, em vez de ouvir música, conversar com as colegas ou sonhar acordada com o gatinho do Justin Bieber! Também é bom evitar faltar ou chegar atrasada, para não perder o fio da meada e, depois, ficar em dúvida sobre o conteúdo passado. Se isso acontecer, peça para as suas amigas lhe emprestarem o caderno e converse com o professor ao final da aula para tirar as dúvidas que surgirem.
Estude em casa, mesmo quando não há prova.
Não é maluquice, essa é a maneira mais eficiente de fixar os conhecimentos aprendidos em sala e descobrir em quais assuntos ainda está com dúvida (para depois perguntar ao professor). Então, todo o tempo investido nessas revisões (que devem ser feitas, no mínimo, a cada semana e, de preferência, todo dia), será poupado na véspera da prova. A diferença será maior ainda na hora de estudar para os exames finais: como você terá entendido o conteúdo durante todo o ano, e não apenas decorado na última semana, vai tirar de letra ("A", de preferência)!
Faça as tarefas logo de uma vez.
Para se acostumar a estudar um pouquinho todos os dias, você vai ter de fazer um esforço inicial, isso é verdade. Mas, com o tempo, aquilo vai virar um hábito e você nem vai sentir. Para facilitar a vida, faça as suas tarefas e as obrigações da escola assim que chegar em casa e deixe o tempo que sobrar para se divertir sem peso na consciência com as amigas, bater papo na internet ou curtir com a família.
Organize o seu caderno.
É incrível a quantidade de canetas coloridas que você pode usar para deixar o seu caderno mais bonito. Mas apenas enfeitá-lo não basta. É preciso que ele seja limpo e organizado para você encontrar rapidinho o que precisa quando estiver estudando sozinha. Para isso, vale colocar títulos em cada assunto, pular linhas e até anotar o conteúdo com cores diferentes. Mas cuidado com o excesso de intervenções e desenhos, que podem distrair ou confundir.
Vença o medo de falar em público.
A ideia de ter de apresentar trabalho pra classe inteira já faz você suar frio? Pois saiba que, para vencer esse medo, a dica é estudar bastante. Afinal, se estiver se sentindo 100% segura do que vai dizer, ficará mais à vontade. Outra dica: para não ficar com vergonha na hora de falar, olhe para a parede do fundo da sala e não diretamente no rosto dos colegas enquanto estiver apresentando. Assim, uma ou outra reação dos engraçadinhos de plantão não vai chegar a atrapalhá-la.
Escolha bem os colegas de trabalho.
Não adianta nada se empenhar para entregar seus trabalhos no prazo e se dedicar para fazer o melhor se os seus colegas não se importarem com a parte deles, certo? Por isso, vale pensar bem na hora de escolher quem vai entrar no seu grupo. Se as suas amigas são superdivertidas, mas não levam nada muito a sério na escola, é melhor combinar, na boa, que vão fazer os trabalhos separadas. Daí, você fica à vontade para procurar um pessoal que goste de fazer tudo benfeito como você e evita brigar com suas amigas por causa disso.
Se você é o tipo de garota que se distrai com facilidade, também pode descolar um calendário daqueles grandões para pendurar na parede do quarto (em um lugar bem visível), anotando as datas dos seus compromissos com a escola usando um círculo vermelho. Então, um tempo antes, marque o dia em que deve começar a estudar com outra cor. Pode ter certeza de que, com esse método, não vai esquecer de jeito nenhum o que precisa ser feito!
Use uma agenda para se lembrar dos prazos.
Nela, você deve anotar as datas de entrega de todas as lições e trabalhos e também os dias das provas. Mas também é preciso acostumar-se a ler a sua agenda todos os dias, para poder programar os seus compromissos. Além disso, quando o professor passa uma atividade, o ideal é anotar tudo o que ele fala sobre ela, tim-tim por tim-tim. É legal também você planejar o tempo necessário e o que vai precisar para fazer aquele trabalho. Aí, você deixa um lembrete um tempinho antes (uma semana, no mínimo!), para saber que já está na hora de começar a pensar na tarefa. Assim, terá condições de se preparar e fazer tudo com calma.
QUEM DEU AS DICAS: Sônia Maria Marcondes Licursi, orientadora educacional do colégio Rio Branco, e Nilza Popic, orientadora educacional da rede Anglo.
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