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sábado, 1 de janeiro de 2011

Revista Viva Saúde - Feliz idade

Um guia para vencer os desafios e aproveitar as oportunidades da vida, mantendo o perfeito equilíbrio

por Rita Trevisan e Giovana Pessoa | Ilustração Melissa Lagôa

Desde a infância, nos apressamos em crescer para ganhar autonomia. E, basta a idade avançar, já começamos a sentir falta do que passou. É assim que perdemos a oportunidade de aproveitar o presente. "Cada fase tem seu encanto e nos traz um aprendizado específico. Então, é fundamental ter uma postura positiva e aberta, enxergar como podemos viver bem com os recursos e as limitações que fazem parte de cada momento nosso, no processo de amadurecimento", ressalta a professora de Psicologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie Santuza Cavalini.

Mas não basta preparar a mente para garantir um envelhecimento saudável. É a adoção de bons hábitos, ao longo de toda a vida, o que garante a longevidade e o bemestar. "Quem pratica exercícios regularmente, segue uma dieta balanceada e evita as drogas estará mais protegido no futuro", alerta Antonio Mendes Neto, presidente da regional de Santos da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp).
Em resumo: cuidar da saúde mental e física, em todas as fases da vida, é o mesmo que fazer aportes regulares em uma previdência que se resgatará, com uma boa margem de lucro, após os 60 anos. Pronto para começar a investir em você mesmo?

Controle o estresse no trabalho

A terceira década de vida é marcada pela dedicação quase exclusiva à vida profissional, já que a maioria das pessoas, nesse período, está preocupada em fazer o que os mais antigos chamavam "pé de meia". O grande problema é que o excesso de trabalho e a tensão acumulada podem representar obstáculos para a manutenção da saúde física e mental. Então, para cair fora dessa situação de risco, o primeiro passo é identificar as fontes geradoras de estresse.

O motivo da tensão pode ser a distância da casa até o emprego, a demanda de trabalho ou até mesmo a cultura da empresa, que não investe na qualidade de vida de seus empregados. De qualquer forma, sempre existe uma saída, seja encontrar um imóvel mais próximo do trabalho ou mesmo negociar prazos com seu chefe. "Aquele que faz um bom trabalho dificilmente será demitido se, em alguns momentos, tiver de dizer 'não'. Essa noção de que é preciso aceitar tudo, sem argumentar, está mais relacionada à baixa autoestima do funcionário do que ao alto nível de exigência de seu chefe", alerta o psiquiatra Geraldo Possendoro.

Acerte o ritmo do organismo

É a partir dos 30 anos que a velocidade do metabolismo começa a cair gradualmente, aumentando a tendência ao sobrepeso e à obesidade. "Com o avanço da idade, há uma diminuição da massa magra, e essa perda é justamente a responsável pela desaceleração do ritmo habitual de funcionamento do organismo. Com isso, o gasto energético também passa a ser menor. Ou seja, será preciso fazer mais exercícios ou controlar com mais rigor a alimentação, para se manter a mesma forma de sempre", avisa a endocrinologista Anete Hannud Abdo, do Hospital das Clínicas (SP).

A musculação é uma das melhores formas de reagir a esses efeitos do tempo: ela promove um gasto calórico elevado e ainda ajuda a reverter a tendência ao acúmulo de tecido adiposo. Investir em um cardápio equilibrado, com as quantidades adequadas de carboidratos, proteínas e gorduras, também é uma excelente alternativa.

Diga não à culpa

É também nesse período que muitos casais resolvem dividir o mesmo teto ou que decidem enfrentar o desafio de ter filhos. A grande questão é que esses relacionamentos também trazem novas exigências: de tempo, de atenção e de afeto. E, para dar conta de tudo, além das obrigações profissionais, será preciso copiar os malabaristas do circo: eles conseguem manter todas as bolas no ar, mas seguram uma de cada vez. "É preciso saber que o equilíbrio entre as nossas diversas demandas é algo fluido. Assim, se eu estou envolvida num projeto profissional e preciso fazer uma viagem, por exemplo, vou me dedicar ao trabalho naquele momento e, na volta, vou tentar não marcar tantos compromissos, para compensar o tempo que não passei com o parceiro ou com as crianças", ensina a psicóloga Sheila Skitnevsky-Finger, sócia fundadora do Instituto Mãe Pessoa. Para a psicóloga Dorli Kamkhagi, colaboradora do Laboratório dos Estudos do Envelhecimento do Hospital das Clínicas (SP), o grande segredo é abrir mão da expectativa de desempenhar perfeitamente os diversos papéis assumidos. "Aceitar as nossas limitações, por outro lado, é uma forma de nos mostrarmos maduros, pois somente pessoas imaturas se julgam capazes de tudo", pondera.



Mexa o corpo

Se, por volta dos 30 anos, é necessário iniciar ou readequar o ritmo da atividade física às características do organismo, aos 40, a adoção desse cuidado é imprescindível. Mexer o corpo é a melhor alternativa para compensar as perdas de massa muscular e óssea e ainda prevenir doenças físicas e emocionais. "Praticando uma atividade qualquer, que seja prazerosa, reduzimos muito o risco de morte prematura e, o mais importante, ganhamos qualidade de vida. Quem se exercita tem mais disposição, suporta melhor as tensões, cria uma rede social que pode lhe dar suporte e ainda previne problemas como a depressão e a ansiedade. Isso sem falar nos benefícios para o sono, que passa a ser mais regular durante a noite", afirma Tony Meireles dos Santos, coordenador dos programas de Mestrado e Doutorado em Educação Física da Universidade Gama Filho. E, segundo Santos, o tipo de exercício escolhido não importa muito, já que mesmo caminhadas de intensidade leve podem trazer grandes benefícios. Imagine que, se andar apenas meia hora, cinco vezes por semana, você vai reduzir em até 40% o risco de sofrer um infarto dos 40 anos em diante. Vale a pena, não é?

Ser capaz de projetar novas metas e empenhar-se em alcançá-las é uma maneira eficiente de garantir um envelhecimento saudável

Veja as mudanças com serenidade

Embora os procedimentos estéticos venham apresentando formas cada vez mais eficientes de prolongar a juventude, no que diz respeito à aparência, ainda é impossível apagar totalmente os efeitos do tempo. Então, é na fase dos 40 que homens e mulheres notam os primeiros fios de cabelos brancos, as marcas de expressão acentuadas, entre outras mudanças típicas. E boa parte dessas pessoas começa a se olhar no espelho com certo pesar. "A nossa sociedade infelizmente nos passa a ideia de que o processo de envelhecimento é algo terrível. Isso faz que muitos tenham cada vez mais receio das mudanças, principalmente as físicas, à medida que o tempo vai passando. Mas o fundamental é mudar o foco: perceber que a maturidade também traz grandes oportunidades, de se realizar profissionalmente e afetivamente, de uma forma que não seria possível se elas não tivessem a experiência de vida que adquiriram graças ao avanço da idade", pondera Dorli Kamkhagi.

Faça um balanço e estabeleça metas

É comum que já aos 40 muitos se achem "velhos demais" para fazer planos e definir novos objetivos. Eles creem que, por já haver escolhido uma profissão, um parceiro, um determinado estilo de vida, agora estão fadados a arcar com as consequências das decisões que tomaram, ainda que não estejam 100% satisfeitos com elas. Porém, segundo os especialistas ouvidos nesta matéria, ser capaz de projetar novas metas e empenharse em alcançá-las é uma maneira eficiente de garantir um envelhecimento saudável. "O começo da maturidade é uma fase de extrema criatividade, que pode ser muito transformadora, especialmente se tivermos coragem de analisar a nossa situação atual, com clareza, para fazer as adequações necessárias, com vistas a ser ainda mais felizes", garante Dorli Kamkhagi. "Esse é o momento de fazer as pazes consigo mesmo e de se liberar de outros compromissos, principalmente com 'a opinião dos outros', que já não fazem mais sentido", complementa a psicóloga.

Usufrua da sua companhia

A maturidade dos 50 anos também pode oferecer a chance de perder, de vez, o medo da solidão. Isso mesmo: segundo os especialistas, essa é uma das experiências mais enriquecedoras que o tempo nos traz. "Só quando ficamos sozinhos é que nos damos o direito de redescobrir quem somos e o que gostamos de fazer", explica Dorli Kamkhagi.

É a hora de preparar um banho gostoso na banheira e de se deixar ficar por longos minutos ali, sem ter de se preocupar com mais nada. É também o momento de comprar aquele presente que sempre quis se dar, mas que desistiu de levar para casa inúmeras vezes para atender às necessidades mais urgentes dos filhos ou do cônjuge. "É possível estar só e não ser solitário. O solitário se sente abandonado pelos outros e acaba se abandonando também, perde o interesse pela vida. Já aquele que simplesmente se descobre só, aproveita a oportunidade para buscar novas fontes de satisfação e para cuidar mais de si", diz a psicóloga.

Controle os hormônios

Com a queda da produção hormonal, que ocorre de forma gradativa e lenta, mais ou menos a partir dos 50 anos, podem surgir sintomas desagradáveis, tanto para os homens quanto para as mulheres. E, em alguns casos, quadros de depressão ou até mesmo problemas cardiovasculares se associam à chegada da menopausa, no caso das mulheres, ou da andropausa, no caso dos homens. "A terapia de reposição hormonal é praticamente uma unanimidade entre os médicos. Ela traz benefícios importantes e quase não acarreta efeitos colaterais", explica o ginecologista e obstetra Hérbene Tolosa, autor do livro A menopausa: conhecer e enfrentar (Editora Contexto). Dependendo da situação e do paciente, outros medicamentos podem ser receitados, como os antidepressivos, as vitaminas e os antioxidantes. "Praticar esportes, manter uma alimentação balanceada e aumentar o tempo de lazer são estratégias que também ajudam a minimizar o mal-estar da fase", reforça Tolosa.

Descubra novos interesses

A saída dos filhos de casa, o fim de uma união duradoura ou a diminuição do ritmo de trabalho podem fazer que algumas pessoas se deparem com um tempo livre que antes não tinham e que agora não sabem direito como administrar. "É nesse momento que podemos desenvolver aquela percepção de que já não somos tão úteis, que as funções que vínhamos desempenhando até então perderam a sua importância", constata a psicóloga Dorli Kamkhagi. Trata-se de uma visão negativa sobre esse novo período da vida, que pode ser completamente transformada se houver o desejo de descobrir novas experiências, que proporcionem prazer. "É muito interessante encarar essa fase como uma oportunidade de retomar antigos projetos de vida. Rever amigos, estabelecer novos relacionamentos, viajar, encontrar um hobby, tudo isso também é muito válido", ensina Dorli.


Não desista de aprender

O avanço da idade, a partir dos 60 anos, costuma aumentar o risco de doenças neurológicas, como Parkinson e Alzheimer. Mas vale saber que o interesse pela vida e a disponibilidade para seguir aprendendo são excelentes antídotos. "O cérebro, ao contrário do corpo, não precisa descansar depois de certa idade. Quanto mais estimulado ele for, melhor. E é possível fazer isso não só por meio das atividades intelectuais, mas também por meio do lazer e da convivência social. Essas são algumas das medidas mais importantes para manter o cérebro saudável", diz Márcia Chaves, coordenadora do departamento de Neurologia Cognitiva da Associação Brasileira de Neurologia.

Mantenha o coração forte
Os problemas cardiovasculares são a principal causa de hospitalização nessa faixa etária. Felizmente, é possível fazer frente a essas ameaças. "Estudos recentes demonstram que praticar no mínimo 150 minutos de atividade física por semana e consumir porções generosas de verduras, legumes, frutas e cereais, diariamente, são medidas protetoras de alta eficiência para o coração", ensina o cardiologista Antonio Mendes Neto, da Socesp.

Troque experiências

"É essencial criar oportunidades para dar e receber conhecimento, estar aberto e ser flexível, rever a crença de que, por sermos mais velhos, sabemos tudo. Os mais novos têm muito a nos ensinar e nos atualizam", ressalta Santuza Cavalini. Também não vale ficar preso àquela visão de que "antigamente, a vida era melhor": quem é capaz de enxergar aspectos positivos e negativos está sendo mais fiel à realidade.





terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Revista Atrevidinha - Férias é tempo de estudar?

Calma, isso só quer dizer que você pode usar seus dias de folga para fazer alguns cursos divertidos e aprender coisas bem úteis! Confira!

Por Rita Trevisan e Giovana Pessoa

Também disponível em: http://atrevidinha.uol.com.br/atrevidinha/beleza-idolos/80/ferias-e-tempo-de-estudar-se-voce-leu-o-192461-1.asp


História em Quadrinhos
Uma ótima opção para quem gosta de desenhar e contar histórias e quer aprender a fazer isso. Vários lugares em diferentes cidades oferecem esse tipo de curso, como a escola Solar do Rosário (Curitiba, PR). As aulas envolvem a criação de HQs, mangás, cartuns e até caricaturas. Lá, você aprende tudo, do desenho básico à montagem da história.
SAIBA MAIS: www.solardorosario.com.br

Superfashion
Se você curte moda, o primeiro passo para começar a desenvolver suas criações pode ser matricular-se numa oficina de customização. Lá, você aprenderá algumas técnicas e terá toda a liberdade do mundo para dar uma nova cara às suas camisetas, calças e bolsas. Daí, se perceber que leva mesmo jeito pra coisa, é só continuar estudando. A Passatempo (São Paulo, SP) é uma das escolas que oferecem essas aulas.
SAIBA MAIS: www.opassatempo.com.br

Esporte também é cultura
O objetivo dos cursos de férias oferecidos pela Escola Esportiva Caixeirinho (Porto Alegre, RS) é o de fazer a galera se mexer. Quem participa nada, corre e se diverte, ao mesmo tempo em que realiza oficinas temáticas que, em 2011, vão focar o trânsito. Durante o ano, a Escola oferece várias modalidades esportivas, como a natação e a capoeira, para quem curte o movimento.
SAIBA MAIS: www.equipemotivacao.com.br

Luz, câmera, ação!
Que tal aprender a fazer lindas animações? Na oficina de cinema de animação das escolas Daniel Azulay (que tem várias unidades na cidade do Rio de Janeiro e uma na cidade de São Paulo) você fica por dentro da criação de roteiros, personagens, cenários e também passa a entender um pouquinho de como são produzidos os efeitos. Pra ajudar, vai passar a maior parte do tempo com a mão na massa, literalmente: usando massinha de modelar, todo tipo de material de desenho, pintura e sucata.
SAIBA MAIS: www.danielazulay.com.br
Férias é joia
Já se imaginou fazendo seus próprios acessórios? O curso de joalheria para crianças e adolescentes do Ateliê Rodolfo Penteado (São Paulo, SP) ensina o passo a passo para confeccionar um anel de fios e um par de brincos combinando e um conjunto de anel e brincos com detalhes em pedra. Chiquérrimo! Para completar, a aluna ainda recebe um certificado.
SAIBA MAIS: www.rodolfopenteado.com.br

Arte pra todos os gostos
Fazer criações com pasta americana em um bolo de aniversário e depois poder comer todinho o resultado do seu trabalho durante a oficina. Ou pintar uma tela. Ou participar de uma aula que ensina a confeccionar brinquedos populares. A proposta do Fátima Manzi Atelier (Recife, PE) é que você escolha o tipo de arte que faz a sua cabeça, entre mais de 20 opções. As vivências duram uma hora. Depois, se gostar mesmo da atividade, dá para se inscrever num dos cursos regulares, para se aperfeiçoar.
SAIBA MAIS: http://fatimamanzi.blogspot.com

Acrobacias e muito mais

Para quem acha divertidíssimo ver aqueles artistas de circo fazendo acrobacias no picadeiro, o Galpão do Circo (São Paulo, SP) oferece algumas aulas de iniciação, todo mês de janeiro. Os alunos se divertem enquanto aprendem a fazer pirâmide humana, acrobacia usando tecido, além de fazer rolamentos, parada de cabeça e de mãos, que são a base para movimentos mais difíceis.
SAIBA MAIS: www.galpaodocirco.com.br 




De dar água na boca!
Quem já curte cozinhar vai fazer maravilhas depois de aprender bons truques e receitas diferentes. E é isso o que rola num curso de culinária voltado para crianças e adolescentes. A Nossa Cozinha (São Paulo, SP) é uma das muitas escolas a oferecer esse tipo de aula.
SAIBA MAIS: www.anossacozinha.com.br




Conhecendo os bichos
Para quem curte animais, vale a pena dar uma espiada na programação dos zoológicos, aquários e outros espaços da cidade onde vivem bichinhos selvagens e domésticos. No Aquário de Santos (SP), por exemplo, acontecem diversas oficinas bem legais que ensinam sobre o ecossistema das praias, a vida e os hábitos dos tubarões e dos mamíferos marinhos. O bacana é que as aulas se dividem entre a teoria e a prática. Ou seja, como os alunos estão dentro de um aquário, e pertinho do mar, podem ver e até tocar alguns dos animaizinhos que estão estudando.
SAIBA MAIS: (13) 3236-9996


Oficina de vidro
Você já viu como se produzem objetos de vidro a partir da areia? Agora, pense em como seria bom aprender a fabricar, você mesma, uns badulaques com esse material. É uma experiência realmente fora do comum! Na oficina, oferecida pelo Espaço Zero (São Paulo, SP), os alunos fazem isso tudo e um pouco mais, sempre com a supervisão de quem entende do assunto. Durante as aulas, também dá para aprender um pouquinho da história e das técnicas de reciclagem do vidro.
SAIBA MAIS: www.espacozero.com.br

Revista Atrevida - Ficada perfeita

Ele finalmente chamou você pra sair. Até aí, ótimo. Agora é hora de se preparar para impressionar e conquistar o garoto de vez!

Rita Trevisan e Giovana Pessoa
Também disponível em: http://atrevida.uol.com.br/beleza-gente/195/ficada-perfeita-ele-finalmente-chamou-voce-pra-sair-ate-190507-1.asp
Passo 1:
confie em você
Para o especialista em relacionamentos Thiago de Almeida, sedução tem tudo a ver com segurança e confiança em si mesma. É isso aí: segundo o expert, os garotos se sentem mais atraídos por uma menina que sabe o que quer e conhece seu valor do que por aquela que faz tudo pensando apenas em agradar ao outro. Então, na conversa, não tenha medo de mostrar a sua personalidade, de falar dos seus gostos e dar suas opiniões. É melhor do que ficar sempre em cima do muro, concordando 100% com o que ele diz.

Passo 2:
desencane de fazer um tipo
Isso tem tudo a ver com o primeiro passo. Se souber valorizar as suas muitas qualidades, você vai perceber que não precisa se passar por alguém que não é só para impressionar o menino. Por exemplo: você é supertímida e, no encontro, tenta dar uma de descolada. Ou vice-versa. Pode ter certeza de que, no fim das contas, qualquer encenação vai acabar soando falsa – a menos que você tenha mesmo jeito pra atriz! – e o menino vai acabar é dando o fora. “A dica é não tentar representar, ou seja, o melhor é agir com naturalidade, sempre”, ensina Regina Vaz, outra especialista em relacionamentos.
 
Passo 3:
saiba quais são seus objetivos

Antes mesmo de encontrar o menino, pense sobre o que você espera dele e de um relacionamento com ele. Está a fim de um namoro? Ou quer só curtir? Isso vai fazer toda a diferença na maneira de planejar o encontro e até no jeito de tratar o garoto, quando estiverem juntos.
Passo 4:
escolha o lugar perfeito

O principal é encontrarem um lugar onde se sintam à vontade para conversar, afinal, vocês estão começando a se conhecer. Se ele sugerir algo e você não curtir, diga. Esse já é um sinal de que você tem seus pontos de vista e sabe defendêlos. Além do mais, é melhor dizer logo que prefere outro tipo de passeio a topar, chegar lá e se sentir um ser de outro planeta. Tipo: você adora rock e combina de encontrar o pretê numa baladinha onde só dá a galera que curte sertanejo. Não rola, né? Nesse caso, sugira um lugar neutro, como o shopping: lá tem sorveteria, cinema, lanchonete e tal. Só tente ser o mais delicada possível na hora de propor o plano B ou o gato poderá ficar chateado. Outro toque: evite lugares barulhentos demais, como uma baladinha. A menos que esteja só a fim de beijar e nada mais.


E se der errado?
É difícil de acreditar, mas existem 50% de chances do seu encontro ser um sucesso e 50% de riscos de você dar de cara com um sapo em vez de um príncipe. Então, prepare uma rota de fuga caso o garoto se mostre meio mala ou acelere demais nos carinhos. Afinal, você nunca saiu com ele e, portanto, não sabe qual é a do carinha. Por isso mesmo, é legal pensar num local bem iluminado e com movimento para o primeiro encontro. Também pode ser interessante combinar com as suas amigas de ficarem por perto. Daí, você pode dar um toque no celular delas se quiser que elas apareçam, do nada, dizendo que já está na hora de voltar pra casa. Além disso, se o garoto for muito insistente, vale dizer, na lata, que “não está a fim de nada sério”, para dispensá-lo de uma vez. Quanto mais enrolação, pior. Pra você e pra ele.
Passo 5:
dê um trato no visu

A roupa que você usa fala muito sobre você! Portanto, é bom pensar em todos os detalhes e escolher um look que a deixe confortável, que valorize o seu corpo do jeito que ele é e que mostre o seu estilo. Então, se a sua cara é ser mais romântica, abuse dos vestidos, que são hiperfemininos. Porém, se curte um visual mais black, inspirado no rock, confie na sua intuição e monte uma produção que faz você se sentir mais poderosa, quando estiver em frente ao espelho. Segundo a consultora de moda Camila Ávila, o interessante é investir num look transado, que não tenha cara de dia a dia, mas, ao mesmo tempo, que não pareça exagerado. Os acessórios podem ajudá-la a encontrar esse meio-termo. Isso porque mesmo com um jeans e uma blusinha básica, um maxicolar vai fazer a diferença. Ou um tênis colorido. Ou uma tiara fofa. Em linhas gerais, funciona assim: você escolhe um ponto do corpo para realçar – aquele que acha mais bonito – e usa peças mais neutras nos demais. Assim, não tem como dar errado! Outra coisa importante: dependendo do lugar onde vai encontrar o pretê, a roupa vai precisar ser mais ou menos formal. Em uma balada ou numa festa, por exemplo, é recomendável descobrir o que as pessoas que estarão lá costumam usar. Daí, talvez você possa adaptar o visu ao ambiente, mas sempre respeitando o seu estilo. Se vai a uma balada que nunca frequentou antes, pesquise sobre ela ou converse com quem já foi, antes de se arrumar. Ah! E não esqueça o perfume!

Passo 6:
dê um trato no visu – parte 2

Pois é, não dá pra descuidar da aparência mesmo. Então, que tal pensar num bom make, para complementar o look que escolheu para o dia D? Para o maquiador Pablo Weber, do salão Vimax Art Beauty, a dica é preparar a pele, disfarçando os defeitinhos, mas sem abusar, para não esconder sua beleza natural. Afinal de contas, o visual mais clean é uma supertendência para o verão. “Contorne os olhos com um lápis preto e, se quiser, use um pouquinho de sombra. Na boca, apenas um gloss labial ou um batom suave. Termine com um pouquinho de blush nas maçãs do rosto”, ensina o expert. Se for preciso esconder espinhas, use um pouquinho de corretivo bem em cima das manchinhas e espalhe bem. Por cima, use uma base bem fina, quase líquida, só pra uniformizar a pele. E, mais uma vez, espalhe muito bem, para não deixar o rosto manchado. E lembrese sempre de usar uma gotinha de produto para depois reaplicar, se necessário. Até porque é muito mais fácil reforçar o make do que limpar, ao perceber que exagerou na produção.

Passo 7:
relaxe

Outra coisa que ajuda muito é ficar calma na hora H. Fácil, não é. Mas uma dica é respirar fundo e devagarzinho antes de encontrar o pretê, para desacelerar o corpo e a mente. Outra dica é não criar tanta expectativa, ainda que esteja apaixonadinha. Deixe rolar, na certeza de que, se houver mesmo uma química, uma sintonia entre vocês, o resto vai acontecer naturalmente. Além do mais, pense no pior que pode rolar: o encontro dar terrivelmente errado e vocês nunca mais saírem. Saiba que isso não é o fim do mundo e logo vai dar pra superar. Percebeu como não tem motivo para encanar tanto?

Passo 8:
arrase no papo

Puxe assunto, conte coisas sobre você, ouça com atenção o que ele diz, tente fazer a conversa rolar de um jeito solto e divertido. Não fale de problemas, de outros meninos com quem você ficou, nem fique criticando os gostos dele que não batem com os seus. O que funciona, no primeiro encontro, é justamente o contrário: encontrar pontos em comum entre vocês, que é o que vai aproximá-los cada vez mais.

Passo 9:
beije, beije, beije

Tão importante quanto engatar uma conversa divertida com o garoto é impressionar no beijo, quando ele rolar. É claro que, como vocês ainda não se conhecem, fica difícil se preparar, pensar em algo que possa tornar o beijo mais interessante. Então, nesse primeiro encontro, é bom ficar no básico mesmo. Ainda assim, vai dar pra garantir certa sintonia com o garoto se ficar atenta aos movimentos que ele faz. Tente imitá-lo, pelo menos no começo, e mantenha o mesmo ritmo dele. Abraçá-lo, fazer carinhos no rosto, terminar os beijões com um selinho, tudo isso também ajuda a criar certo envolvimento durante a ficada.

Passo 10:
saiba a hora de dizer “tchau”

Programe um tempo de duração para o primeiro encontro, o suficiente para conversarem um pouco e trocarem uns beijinhos. Mas avise que precisa ir quando a conversa ainda estiver animada, antes que fiquem sem assunto. É uma estratégia para manter um misteriozinho no ar e ainda deixar o garoto com vontade de convidá-la para um novo encontro.
Não caia nessa!
Alguns cuidados para garantir o segundo encontro, o terceiro, o quarto...
- Se perceber que não concordam sobre um assunto, nada de criar polêmica ou tentar convencer o menino a adotar seu ponto de vista. Melhor que isso é deixar o garoto à vontade para se expressar. Não caia nessa!
- Cuidado para não falar demais ou cortar o fofo quando ele estiver falando.
- Não exagere no batom. Se for muito forte, o gato vai pensar duas vezes antes de beijá-la, para não ficar borrado.
- Não use roupas que não tenham nada a ver com o que você costuma usar. Assim, o garoto já conhece seu estilo.
- Evite peças muito sensuais, decotadas ou curtas demais. Vai que ele entende que você está a fim de ir muito além dos beijinhos e chega chegando?
- Se forem ao cinema ou à lanchonete, não espere que o gato se ofereça para pagar, diga que prefere dividir. Se ele insistir, agradeça e aceite a gentileza.





Fotos: Fabio Mangabeira / Produção: Carol Piza / Make e cabelo: Liege Guarniere Modelos: Bruno Wilk (L'Agence) e Daniela Siscaro (Elite) / Bruno veste jaqueta Vulgo e camiseta Dewa. Daniela usa vestido Lucy in the Sky, colar Barbara Strauss e tiara Ametista / AGRADECIMENTO: UCI CINEMAS


 

Revista Atrevida - Abafa o caso

Quem foi que disse que você precisa contar tudo para o seu ficante ou namorado? Os meninos dão as dicas do que você pode dizer - ou não - para o fofo!

Por Rita Trevisan e Giovana Pessoa


Disponível no site: http://atrevida.uol.com.br/beleza-gente/196/abafa-o-caso-quem-foi-que-disse-que-voce-193284-1.asp

Para um namoro dar certo, o casal precisa ter um papo aberto e um bom nível de confiança. Agora, abrir todos os detalhes da sua vida, principalmente a amorosa, pode ser um lance desnecessário. Em primeiro lugar, porque existem histórias que são só suas, coisas que dizem respeito à sua intimidade e que você não é obrigada a dividir com ninguém, se não quiser.
Ao fazer isso, você estará cuidando da sua privacidade, em outras palavras, estará se protegendo das interferências externas. Por outro lado, algumas mentirinhas devem ser contadas para proteger o outro. Achou estranho? Quem explica é a psicóloga Mara Pusch, da Universidade Federal de São Paulo. "Quando o garoto pergunta sobre um ex-namorado, por exemplo, é porque ele já está meio inseguro. Então, dependendo do que você disser, ele ficará ainda pior.
O menino pode passar dias pensando sobre aquilo e até usar a informação contra você, num outro momento. E tem mais: esse é o tipo de conversa que não vai ajudar nada no relacionamento atual. Estou usando esse exemplo para mostrar que, em algumas situações, o silêncio vale mais que a verdade", ensina a especialista. Os meninos sabem bem disso e usam lá as suas desculpas para evitar confusões e briguinhas bobas. Então, que tal aprender com eles? Aí vão algumas dicas para se dar bem mentindo, ou melhor, omitindo a verdade.
Meu namorado vive perguntando como era com o meu ex, o que a gente costumava fazer junto..."
Falar, por cima, dos seus relacionamentos pode até ser uma boa, ainda mais se você quiser mostrar ao atual que não quer repetir algumas experiências. Basta contar que aquilo rolou com um ex qualquer, se achar que é o caso. "Nunca falo com as minhas namoradas sobre as ex. Mesmo quando elas perguntam, eu tenho certeza de que não estão preparadas para ouvir certas coisas. Se a menina quer saber se eu fui a tal lugar com a outra, por exemplo, eu não digo. Porque aí, depois, ela vai ficar pirando", conta Munir Abduch, de 19 anos. "Algumas informações não precisam ser ditas, elas só atrapalham", completa a psicóloga Mara Pusch.
O garoto de quem eu estou a fim quer saber com quantos eu já fiquei"
"Eu nunca contei com quantas meninas eu fiquei. Isso pode fazer uma garota, que ainda não me conhece bem, criar uma ideia errada de como eu sou. Não é porque eu tive uma atitude com uma garota, no passado, que vou agir da mesma forma agora. É por isso que eu também não conto se eu já traí ou se fui meio idiota com uma menina", ensina João Paulo Baldaia da Cunha, de 18 anos. "A partir do momento em que o casal decide namorar, eles começam do zero, é uma experiência nova para as duas partes, por mais que eles já tenham se envolvido com outras pessoas. Trazer informações do passado só vai prejudicar", avisa o psicólogo Marco Antonio de Tommaso.
Saí com as minhas amigas sem o meu namorado saber"
"Já escondi de uma ex que fui a uma boate, porque eu não queria criar intrigas, só me divertir. Não fiquei com ninguém, mas sabia que, se ela soubesse, não ia acreditar", diz João. A decisão de contar ou não ao garoto sobre o que você fez vai depender do tipo de relacionamento. Se você é do tipo que exige que ele lhe faça um relatório diário, é esperado que também conte tudo pra ele. Por outro lado, se vocês têm um namoro mais relax, não há nada demais em sair e não comentar nada com o garoto. Aqui, também vale a máxima: "faça aos outros o que gostaria que fizessem a você". Se fosse ele quem tivesse saído, você gostaria de saber?
Ele quer que eu conte por que eu terminei com o meu último namorado"
"Quando isso acontece, eu falo que não estávamos mais a fim um do outro, para a garota não ficar com ciúmes. Não é bom ficar falando muito dos relacionamentos antigos", diz João. Para despistar o curioso sobre essas e outras histórias do seu passado, a psicóloga Mara tem uma dica: "Não adianta não responder nada. Daí, vai parecer que você tem algum segredo e que não está confiando no garoto. O legal é responder de um jeito breve e tentar fazer o garoto se sentir mais seguro. Se ele perguntar se você sofreu por causa do ex, por exemplo, diga: 'Eu sofri, sim. Mas se eu soubesse que encontraria você, nem teria perdido tempo chorando'."
"Quero terminar com o meu atual porque estou a fim de outro"
"Nunca falei para uma garota que não gostava mais dela e que já estava interessado em outra. E acho que nunca vou fazer isso, porque magoa demais, não tem necessidade de ferir a outra pessoa assim. Eu prefiro inventar uma desculpa qualquer e deixar a menina 'feliz'. Guardo o motivo real para mim. E funciona: até hoje, nunca perdi a amizade de uma ex", ensina João. Entendido?
"Gostou? Tem mais na edição 196 da Atrê!"

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Revista Atrevidinha - Muito além das Pirâmides

O Egito tem cidades grandes e modernas, como São Paulo, mas também guarda monumentos de quase 5 mil anos! E é essa mistura que faz o país ser tão rico e interessante

Por Rita Trevisan e Giovana Pessoa / Ilustração: Isabela Santos


 

DE GRAVATA NO VERÃO
Acredita que, em alguns lugares do Egito, durante o ano, a temperatura chega aos 45 graus no meio do dia? O detalhe é que, por causa da religião da maioria das pessoas por lá, o Islamismo, a galera não pode nem pensar em sair de short e miniblusa. Que nada! A regra é cobrir totalmente os ombros e os joelhos. Então, no dia a dia, muita gente usa a Galabeya. É como se fosse uma túnica, ou vestido, geralmente enfeitado e colorido, mas que, apesar de comprido, é bem leve e fresquinho. É claro que também rola jeans e camiseta, como aqui no Brasil. Nossa, mas dá calor só de pensar, né?
E tem mais: nas escolas, não entra quem estiver de uniforme basiquinho. Em grande parte dos colégios, ainda é comum que os meninos sejam obrigados a vestir calça social, camisa e gravata. E as meninas também usam gravata e camisa, mas combinando com uma saia.

BALADA EGÍPCIA
Agora, se tem uma coisa que os egípcios gostam de fazer é festejar! Quando acontece um casamento, por exemplo, é esperado que o noivo e a noiva desfilem em carros abertos pela cidade, enfeitados com flores e fitas, da forma mais luxuosa possível, antes da cerimônia. Depois disso, os convidados são recebidos pelo Zaffe, grupo de dançarinos e músicos que acompanha a entrada dos pombinhos no local da festa. Quando chega lá, o casal tem de se sentar no Kosha, uma espécie de trono, pois eles são considerados os reis da (*) festa. É só então que os convidados começam a brindar e que acontece a troca de alianças convencional. E, por falar em festa, é nas reuniões de amigos que o pessoal costuma servir um lanchinho chamado Shawarma. Ele é feito com pedaços de carne de cordeiro assada (como no churrasco), salada e molhos, tudo enroladinho no pão sírio (aquele redondo e bem fininho). É mais ou menos como o cachorro-quente aqui do Brasil: barato, fácil de fazer e bem popular entre os convidados.

DORMIR? SÓ DEPOIS DAS TRÊS!
Seus pais reclamam quando você quer ficar acordada até tarde? Pois saiba que, no Egito, até mesmo as crianças pequenas podem ir pra cama em plena madrugada. Lá, as escolas e o trabalho não começam antes das 9h30. Em compensação, as aulas vão até as 15h, mais ou menos.
Só que o mais bacana ainda está por vir: imagine que tirar uma sonequinha à tarde é um costume muito forte no Egito. Então, é supernormal encontrar lojas e restaurantes fechados nesse período. A galera vai pra casa, afofa o travesseirinho e tira o sono atrasado. Depois, à noite, dá mais uma trabalhadinha. E dorme quando a noite já está alta, lá pelas 3h.
Outra curiosidade é que, também por conta da religião, nas famílias mais tradicionais não existe essa história de ficar e nem de namorar, que é aceita na boa por aqui. Lá, são os pais dos noivos que arranjam o casamento e, até o dia da festa que oficializa a união, o casalzinho não pode sequer se tocar. Beijar e abraçar, então, nem que a vaca tussa!


SÓ PRA SABER
As pirâmides foram feitas pelos egípcios há muito tempo, por volta de 2550 a.C. São construções imensas e serviam para guardar o corpo e os tesouros dos faraós, depois da morte. Mas o que até hoje deixa os pesquisadores com a pulga atrás da orelha é o fato de o povo do lugar ter sido capaz de erguer estruturas tão grandes e resistentes numa época em que a tecnologia era muito precária. Para você ter uma ideia, esses monumentos estão em primeiro lugar na lista das sete maravilhas do mundo antigo, mas são as únicas que resistiram, intactas, à passagem do tempo.



Quem deu as informações: Cássio de Araújo Duarte, pesquisador do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo. Julio Gralha, professor de História Antiga e Medieval da Universidade Federal Fluminense.

Revista Atrevidinha - Reta Final

Se você passou o ano todinho na corda bamba e agora está morta de medo de repetir, a recuperação é a sua última chance. E aí vão algumas dicas de como aproveitá-la ao máximo, para salvar seu boletim!

Por Rita Trevisan e Giovana Pessoa
http://atrevidinha.uol.com.br/atrevidinha/beleza-idolos/79/reta-final-se-voce-passou-o-ano-todo-na-189960-1.asp




Não tem jeito: basta a gente dar uma vacilada nos estudos e lá vem o boletim com o resultado. E o pior é que, quando as notas vermelhas são muitas, o volume de matérias para rever - e tentar entender! - é enorme. E aí desanima só de pensar... Mas uma coisa é fato: é melhor pegar pesado agora, para passar na boa, do que ter de repetir, ano que vem, todas as lições e trabalhos que já fez este ano.

PRIMEIRA FILEIRA, aí vou eu!
Já reparou como os bons alunos ficam sempre pertinho do professor? Saiba que não é por acaso! "Ali, fica difícil se distrair com os outros colegas, já que você está vendo apenas a lousa na sua frente", explica a orientadora educacional do Colégio Presbiteriano Mackenzie, Eleir Evangelista. Na cara do prófi, suas amigas também vão pensar duas vezes antes de chamá-la para contar as últimas fofocas, atrapalhando a sua concentração. E daí você aprende e fixa o conteúdo que está sendo passado sem fazer tanto esforço. "O que mais me atrapalhou na escola foi a falta de atenção durante as aulas. Depois, para compensar e tirar boas notas, tive de estudar em dobro. Não vale a pena", ensina a leitora Laís Souza Fonseca, de 13 anos.

Lá EM CASA
Agora, não basta apenas grudar os olhos no professor e seguir todos os passos do moço. É fundamental que, ao chegar em casa, você faça as lições, que são um jeito eficiente de estudar e de descobrir as dúvidas que ainda restaram. "Outra boa estratégia é pedir ao professor que indique uma lista de exercícios adicionais, sobre aquele assunto em que tem mais dificuldade", sugere Rosana Solha, coordenadora educacional do Colégio São Luis. Revendo em casa o que já aprendeu na classe, você também dá uma forcinha para a memória e grava os conteúdos com mais facilidade. Ou seja, pode ter certeza de que tanta dedicação vai ser recompensada quando a hora do teste chegar!

SEM dúvida!
Sempre que alguma coisa que o professor falou não fizer sentido pra você, pergunte. Nada de levar aquela questão mal resolvida pra casa, combinado? Então, se você é tímida que só vendo, tente conversar com o professor a sós, depois da aula. Ou, então, anote a dúvida num papel e dê um jeitinho de entregar a ele, pedindo que a responda em classe, mas sem citar seu nome. Se tiver o e-mail dele, melhor ainda: é só mandar uma mensagem! Assim, os outros alunos nem vão ficar sabendo. "O importante é ter em mente que os conteúdos passados durante a aula são cumulativos. Às vezes, uma dúvida que parece boba pode atrapalhar, lá na frente, o entendimento de algo maior e muito mais complicado", diz a professora Rosana.

De olho NO RELÓGIO
Para recuperar o tempo perdido, em que deixou de fazer tarefas, trabalhos ou mesmo de rever a matéria antes da prova, você vai precisar de muita disciplina. Isso significa que terá de estabelecer intervalos para estudar, todos os dias, até o exame final. E ainda vai ter de seguir essa sua programação bem à risca. "Assim que perceber a sua dificuldade na matéria, ou depois de receber a prova com a nota baixa, já comece a estudar um pouquinho por dia. Ou as coisas vão acabar se acumulando na véspera das provas. E aí bate aquele nervosismo todo... Fica bem mais difícil de dar conta do que é preciso", alerta a leitora Caroline Muniz, de 13 anos. "Eu estudava pelo menos duas horas por dia, intercalando as matérias. Se hoje era o dia de matemática, deixava o português para amanhã, para não confundir os assuntos", dá a dica a leitora Luara Karina, de 12 anos.

GALERA em ação
Ao descobrir que se deu mal numa prova, conte imediatamente aos seus pais. "A pior coisa pra mim, quando fiquei sabendo que estava de recuperação, foi pensar na cara que meus pais iam fazer quando soubessem daquilo. Mas não teve jeito: me abri para poder contar com a ajuda deles. Eles entenderam e, a partir daí, tudo ficou mais fácil", conta a leitora Luara. Além de pedir um help aos pais, vale apelar para outros parentes e até amigos que você sabe que conhecem bem aquela matéria. Foi o que fez a leitora Giovana. "Pedi a uma amiga que estudasse comigo, antes das provas, porque ela sempre tirava notas boas no colégio. E deu certo, ela me ajudou muito", lembra. Para a leitora Isabela Pierezan, aproximar-se do professor da matéria em que você foi mal também é uma boa pedida. "É legal ter respeito pelo professor, pedir dicas de como ir bem na matéria, falar sobre as suas maiores dificuldades, ou seja, contar com ele. Com isso, você vai ganhando a simpatia do professor. E aí, se ainda precisar de uns pontinhos pra fechar a nota, no final, pode ter certeza de que ele vai dar", diz. A orientadora educacional do Colégio Dom Bosco, Francisca Fauw, também acha que alunos e professores precisam ter uma relação próxima: "Não precisa ficar amiga do professor, se você não quiser. Mas é muito legal poder conversar abertamente com ele sobre a matéria, afinal, ele é um especialista no assunto", lembra. "Se perceber que está mesmo com muita dificuldade, a última alternativa é procurar um professor particular", sugere a leitora Laís.

NA HORA do exame
Se você fez a sua parte - na escola e em casa - para aprender tudo aquilo que não estava tão claro na sua cabeça, antes da recuperação, não há nenhum motivo para amarelar na hora H. O segredo, para evitar o famoso branco, é confiar em si, acreditando que realmente domina aquela matéria sobre a qual será testada. "Você tem de pensar que, se você estudou bastante, não tem como dar errado. Pode apostar!", garante a leitora Luara. 

Revista Atrevidinha - Xiii, esqueci!

Se essa frase é sua, então confira dicas de quem manja de boa memória para guardar as informações que você aprende todo dia

Por Rita Trevisan e Giovana Pessoa
é possível acessar também pelo site: http://atrevidinha.uol.com.br/atrevidinha/




Cada uma de nós tem mais facilidade para aprender de um jeito: algumas precisam escrever para guardar a informação, enquanto para outras, basta apenas ler algumas vezes o conteúdo em voz alta. E há, ainda, aquelas que preferem espalhar desenhos pelo quarto, pois guardam mais as imagens do que as palavras. Por isso mesmo, não há receita que funcione para todas as garotas na hora de memorizar. Mas existem estratégias que podem ajudar, principalmente com aquela matéria que você considera mais difícil. O segredo, para descobrir o que vai funcionar no seu caso, é testar as várias formas de estudar até perceber com qual delas aprende mais. Preparada? Con ra as dicas de alguns especialistas em memória, para usar em sala, antes e durante as provas.

Na sala de aula

PRESTE atenção. De verdade

O primeiro passo para guardar uma informação é entendêla direitinho. E isso exige concentração. Daí, se você quer aprender matemática, não dá para ficar pensando em como queria namorar o Justin Bieber, ou coisas do tipo, enquanto o professor fala. Tente acompanhar o raciocínio que ele está fazendo e, se a tarefa for difícil demais, levante a mão e pergunte.

ANOTE do seu jeito


Para facilitar seus estudos em casa, além de copiar o que o professor passou, anote também as coisas que ele disse na hora da explicação. É que, nesse momento, ele normalmente fala de um jeito bem fácil de entender. E tem mais: se achar que funciona pra você, faça esquemas com flechinhas e desenhos ao lado do texto. Vale tudo para tornar a matéria mais simples.

LEIA o caderno em casa

Você chega da escola doida para descansar e tirar umas horinhas de lazer com as amigas? Então, faça isso. Mas reserve também alguns minutinhos antes de terminar o dia para dar uma olhada, nem que seja rápida, no caderno. Assim, você não esquece mais o que aprendeu na aula, pois estará reforçando aquela mensagem, dando uma mãozinha à memória.


Antes da prova

PLANEJE seus estudos Pensa: vai ser dificílimo fazer a sua memória guardar, de um dia para o outro, o que você aprendeu em dois ou três meses, certo? Agora, se puder estudar um pouco por vez, vai memorizar muito mais. E uma boa técnica para isso é dividir o caderno em partes. Por exemplo, se você ainda tem dez dias, divida os textos do caderno em dez partes, como se fossem capítulos. Daí, a cada dia, marque o ponto em que vai começar e até onde precisa chegar. No dia seguinte, continue da parte em que parou.


DESLIGUE o computador, a TV e o rádio Tudo bem que você não quer perder seu programa favorito e nem a oportunidade de bater papo com as suas amigas no MSN. Mas se você se organizar, vai ver como dá tempo de curtir e também de cumprir com os seus compromissos. Basta focar em uma coisa de cada vez. Outra coisa: procure o lugar mais calmo e silencioso da casa para estudar. Isso porque mesmo a "conversaiada" da família poderá ser o suficiente para desviar sua atenção dos estudos o tempo todo.

FAÇA pequenas pausas Os especialistas garantem que, se a gente passar mais de 50 minutos estudando, direto, a concentração vai embora. Então, é legal fazer umas paradinhas, de pelo menos cinco minutos, a cada meia hora. Aproveite o momento para comer alguma coisa, brincar com o seu bichinho de estimação ou para fazer qualquer outra atividade que, para você, seja extremamente relaxante. Aí, poderá voltar cheia de energia para os livros, aproveitando muito melhor os estudos.

CONTE uma história a você mesma Também vale criar uma imagem bem curiosa na cabeça, se você achar que tem facilidade de memorizar assim. Tipo: você precisa saber que a molécula da água contém dois átomos de oxigênio e um de hidrogênio. Então, imagina uma história em que aparecem dois irmãos gêmeos chamados oxigênio e o melhor amigo deles, o hidrogênio. Os três resolvem ir a uma festa, mas, quando se juntam, desaparecem e o que surge no lugar deles é uma chuva muito forte. Parece absurdo? Tente criar outras histórias a partir de fatos que precisa guardar e vai ver como funciona!

FAÇA música Que tal colocar uma nova letra numa música que você curte muito, para lembrar o que precisa? Também vale inventar uma rima. Aí você grava e fica ouvindo no dia a dia, até decorar.

RESUMA. E, depois, escreva o resumo do resumo Se você é do tipo que precisa escrever para fixar, um bom exercício é resumir o conteúdo das aulas, destacando apenas os pontos principais. Depois, você pode tentar fazer o resumo do resumo, encontrando, no texto que já conhece, o que é realmente mais importante.

APRENDA a técnica do chiclete Deixe o que você precisa aprender à sua vista, o tempo todo! Um exemplo: você escreve aquela fórmula de química complexa até em pedaços de papel pink, bem chamativos. Depois, espalha esses lembretes pela casa: no espelho do banheiro, na porta do guardaroupa, no seu mural de fotos, na geladeira e por aí vai. Então, de tanto olhar pra ela, vai acabar memorizando, sem nem se dar conta disso.


Aff, deu branco!

PRA COMEÇAR, NÃO SE DESESPERE. O nervosismo só vai atrapalhar ainda mais
o seu raciocínio. Melhor que isso é tentar respirar profundamente e o mais devagar que
puder, por pelo menos três vezes. Depois, concentre-se na questão que precisa responder
e tente esquecer as suas amigas que já estão lá fora ou os planos da turma para depois da
aula. Leia o enunciado quantas vezes forem necessárias e, a partir daí, comece a fazer suas
anotações a lápis. Assim, mesmo que não saiba de pronto o que responder, vá marcando
na folha o que está conseguindo recuperar naquele momento e que tem a ver com o conteúdo
da prova. Pode ser que assim você ajude a sua mente a puxar da memória as informações
que estão guardadas lá.

Consultoria: Camile Maria Costa Corrêa, psicóloga. Rodrigo Pavão, mestre em neurociências. Márcia Chaves, coordenadora do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva da Academia Brasileira de Neurologia. Silvio Luíz Mattos, autor do site www.memorizetudo.com.br.